Polícia
Familiares das v�timas exigem puni��o rigorosa
Ontem, no Instituto Médico Legal Estácio de Lima, para onde foi trasladado o cadáver de José Jonas Rios Júnior, 51, o clima era de revolta entre a família e amigos. Ele, que era funcionário do Via Box e cunhado do secretário de Defesa Social, Robervaldo Davino, costumava fazer caminhada pelo bairro, com amigos, todas as manhãs. Era pessoa muito bem relacionada e trabalhou durante anos no extinto Jornal de Alagoas e Banco do Brasil. O funcionário público estadual Djalma Rios, irmão da vítima, disse que o acusado dirigia o seu carro embriagado e que poderia ter feito mais vítimas. ?O senhor José Valter, merece uma punição exemplar por parte da Justiça. Ele, de forma irresponsável, matou meu irmão e deixou duas pessoas gravemente feridas na Unidade de Emergência Armando Lages. ?Espero que ele seja punido severamente?, alerta Djalma Rios. Na Unidade de Emergência, os familiares de Josefa Jadilsa e Marcélia Pinto Barbosa também estavam revoltados e preocupados com o estado de saúde das vítimas do atropelamento e também cobram justiça. Às 11h30, o setor social daquele hospital liberou um Boletim Médico e, segundo relato de um funcionário, a preocupação da equipe médica é a estudante Marcélia Pinto Barbosa, em virtude dos ferimentos causados pelo impacto do veículo. Ontem, o delegado Fernando Tenório de Oliveira Magalhães, que a partir de agora passa a investigar o acidente de trânsito com o saldo de uma morte e dois feridos, solicitou o exame de bafômetro e o flagrante instaurado pela delegada Maria Aparecida, além da perícia feita no veículo do bancário, para anexar ao inquérito. Ele disse, porém, que o crime é afiançável, conforme determina o Código Penal Brasileiro.