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Fid�lis foge durante visita � filha em Pindoba

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Um descuido dos policiais que faziam a escolta de José Fernandes Neto, mais conhecido como ?Fernando Fidélis?, facilitou a fuga do fazendeiro, que cumpria pena há quatro anos no Baldomero Cavalcanti. Fidélis foi o autor intelectual da famosa Chacina de Viçosa, ocorrida em 1999 e iria a júri, acusado de ter participado do assassinato do fiscal Sílvio Vianna, em 1996. Em coletiva à imprensa, o secretário de Justiça e Cidadania, coronel Jurandi Ferreira Araújo, disse que, ao chegar na sua fazenda, em Pindoba, Fernando Fidélis pediu aos policiais que o escoltavam para ir ao banheiro. Os policiais permitiram que ele fosse sozinho, possibilitando a fuga. ?Houve excesso de confiança?, admitiu o secretário, ao relatar que Fidélis conquistou a confiança da direção do presídio por apresentar bom comportamento. De acordo com Jurandi Ferreira, para conseguir autorização e deixar o presídio, Fidélis mostrou ao diretor do Baldomero Cavalcanti, Marcos Arantes, um atestado médico segundo o qual a sua filha estava muito doente. Amparado pela lei, que garante a saída do preso em caso de falecimento ou doença grave na família, Arantes autorizou a visita. Outra falha, diz o secretário, foi o fato de o diretor do presídio não ter comunicado nem à Sejuc e nem à Secretaria de Defesa Social a saída de um preso que cometeu crimes de tamanha repercussão. Como providências, o coronel anunciou que Arantes será afastado para a realização de investigações e que a fuga foi comunicada oficialmente ao comandante do Centro de Policiamento da Capital (CDC), coronel Coutinho, e ao secretário de Defesa Social, Robervaldo Davino. Buscas O Batalhão de Operações Especiais (Bope) já está na região realizando as buscas. Como houve agilidade na comunicação do fato à PM, o coronel Coutinho está otimista quanto à captura de Fernando Fidélis. Fernando Fidélis estava preso, dentre outros crimes, como autor intelectual da Chacina de Viçosa, quando o agricultor Francisco Xavier, a esposa Maria Quitéria e os filhos Gilvânia Morais, 5 anos, e Ginaldo Santos, 7, foram brutalmente assassinados a facadas na residência da família. O crime foi motivado porque Francisco era suspeito de ter apontado o primo de Fernando Fidélis, Loli Fidélis, para pistoleiros o assassinarem. Os autores materiais da chacina, Genival Oliveira e Fabiano Fidélis, contaram detalhes chocantes nos seus depoimentos. De acordo com um dos assassinos, ao deixarem a casa, na Fazenda Pícora, eles ouviram o choro de uma criança. Ao tomar conhecimento de que o garoto havia sobrevivido, Fidélis mandou-os voltar ao local e ?terminar o serviço?. A prisão de Fernando Fidélis foi cinematográfica, com a mobilização de mais de 50 policiais do Tigre. No júri popular, os autores materiais pegaram 70 anos de prisão, cada um. Fidélis, foi condenado a 13 anos de reclusão. O julgamento do caso foi presidido pela juíza Nirvana de Mello e teve como promotor o juiz Coaracy Fonseca. No próximo dia 15, Fidélis iria a júri popular pelo assassinato de Sílvio Vianna, juntamente com o ex-PM Garibaldi Amorim e o ex-tenente-coronel Manoel Francisco Cavalcante, apontado como autor intelectual do crime.

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