Polícia
Crimes impunes: Davino diz que pol�cia fez sua parte
RÓDIO NOGUEIRA O secretário de Justiça e de Defesa Social, Roberval Davino, admite que existem crimes rumorosos para os quais a sociedade cobra resposta há mais de 10 anos, em Alagoas. ?As polícias Civil e Militar têm cumprido seu papel. O ato de julgar os processos não cabe à polícia?. A declaração foi em resposta à matéria especial da GAZETA DE ALAGOAS, publicada no domingo, apontando os crimes que chocaram Alagoas como os casos Sílvio Vianna, do estudante Andreson Silveira, do bancário Dimas Hollanda, a chacina da deputada Ceci Cunha, entre outros cujos autores estão impunes. Robervaldo Davino garantiu que alguns casos foram investigados mais de duas vezes. ?Em todos os homicídios apontados pela GAZETA DE ALAGOAS a polícia fez sua parte: instaurou inquéritos, apontou os indiciados e encaminhou para a Justiça?, explicou. O secretário destacou que a reportagem tem um dado positivo porque apurou com responsabilidade a situação de cada crime e mostrou à sociedade como está a situação de cada envolvido e a posição das famílias. ?Mas não me compete mais tratar sobre esses casos porque estão na esfera da Justiça?, avaliou. OAB O advogado Gilberto Irineu, presidente da Comissão de Defesa da Criança e do Adolescente da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Alagoas, revela que alguns dos crimes citados na reportagem foram elucidados. Mas é preciso avançar no esclarecimento de outros assassinatos brutais que abalaram a sociedade e as famílias das vítimas. ?A impunidade favorece os criminosos e estimula a violência no campo e na cidade, sacrificando vidas que poderiam ser poupadas. É evidente que a Polícia Judiciária precisa de um comprometimento maior com o esclarecimentos de homicídios. A reportagem foi excelente e mostra com toda fundamentação que a impunidade é uma realidade em Alagoas. A OAB, no entanto, está atenta à questão e cobra resultados positivos. Acredito muito na Justiça e na polícia. Mas é preciso encontrar meios e mecanismos para, efetivamente, mandar para a cadeia os criminosos e mandantes?, conclui Gilberto Irineu.