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IML registra em novembro dois assassinatos ao dia

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RÓDIO NOGUEIRA Estatísticas do Instituto Médico Legal Estácio de Lima, de Maceió, e do Instituto Médico Legal de Arapiraca revelam que 30 pessoas foram assassinadas em Alagoas até a última sexta-feira. Destas, 22 tombaram vítimas de tiros de pistola, revólver e espingarda calibre 12. As demais, por golpes de faca, facão e pedradas. O município de Rio Largo volta a liderar a maior incidência de casos. Em Maceió, os bairros do Benedito Bentes e Village Campestre marcam presença no ranking de violência no Estado, cada um com dois assassinatos registrados. As vítimas têm entre 40 e 17 anos. Três mulheres figuram na lista, Viviane Fagundes Ferreira, 17, foi emboscada por traficantes e morta com mais de cinco tiros de pistola, no Village Campestre. Elissandra Félix, 24, reagiu a um assalto na Praia do Francês e foi executada com dois tiros no rosto. Edvânia Viana, 22, que residia na cidade de Santana do Ipanema, segundo relato da polícia, foi morta a golpes de faca pelo ex-marido. Dois dias após cometer o homicídio, ele foi capturado e está recolhido a uma das celas da Delegacia Regional daquela cidade. As estatísticas de 2002 revelam que ocorreram 24 homicídios em todo o Estado de Alagoas, tendo a arma de fogo (revólver, pistola e espingarda calibre 12) liderado as execuções. A arma branca (faca, facão e foice) também foi usada para matar. A capital alagoana liderou as estatísticas nessa modalidade, com 12 registros de homicídio. Os demais ocorreram no interior do Estado. A Secretaria de Defesa Social garante que muitos desses crimes foram esclarecidos e seus autores processados e mandados para um dos presídios do Estado. Constam do levantamento criminal, vítimas de assaltantes e traficantes. Algumas foram executadas por vingança e questões pessoais. O histórico criminal nos arquivos da Polícia Civil investiga os mais diversos tipos de homicídios, com o objetivo de juntar o quebra-cabeças e chegar às autorias intelectual e material. Delegados explicam que cada crime tem uma linha de investigação e que a sociedade quer, no primeiro momento, que a polícia aponte em tempo recorde o nome do criminoso. Policiais Os bandidos não respeitam nem as autoridades policiais. Há cerca de 15 dias, o soldado da Polícia Militar de Alagoas Eronildes dos Santos, 36, caminhava pelo Parque Rodolfo Lins (Praça do Pirulito), no bairro do Prado, quando foi atacado, por volta das 11h, por três menores drogados, e agredido a golpes de cacete. Roubaram do militar sua identidade policial e dinheiro. Gravemente ferido, Eronildes dos Santos foi socorrido e levado às pressas para a Unidade de Emergência Armando Lages. Apesar do socorro, o soldado não resistiu aos ferimentos e morreu, três dias após. Testemunhas disseram à polícia que os autores do crime, jovens entre 14 e 16 anos, eram fortes, altos e cada uma tinha em seu poder um pedaço de pau, não oferecendo a menor condição de defesa ao soldado. O setor social da Unidade de Emergência Armando Lages informou que o militar sofreu várias fraturas, espalhadas pela cabeça, tórax e rosto. O PM, que tinha 15 anos de Polícia Militar, se dirigia a sua residência e estava desarmado quando sofreu o ataque. No sepultamento, familiares e amigos estavam revoltados com a falta de segurança e de determinação dos órgãos de segurança pública no combate à violência. Estatuto No velório do militar, alguns amigos teceram críticas ao Estatuto do Menor e do Adolescente, por entender que ele dá total cobertura e protege o menor, podendo, inclusive, incentivar a prática de homicídios. ?Este estatuto precisa ser revisto e rediscutido. Os ?meninos?, agora chamados de infratores, estão implantando o terror em Maceió. Eles matam, estupram, vendem drogas e depois são tratados como jovens infratores. Está errado. ?As autoridades precisam adotar meios severos contra a ?garotada?, que desafia e mata?, desabafa José Benedito Silva, amigo do militar assassinado. Existem várias pistas, que estão sendo investigadas, e até alguns nomes já estão em poder dos policiais. Os agentes do 1º Distrito Policial, comandados pelo chefe de operações, Temildo Duarte das Trevas (Peu), acreditam que, a qualquer momento, podem localizar e deter os matadores.

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