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Seguran�a ter� R$ 5 milh�es para investir em pessoal

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O governo Lessa vai receber cerca de R$ 5 milhões para investimentos em qualificação das polícias Militar e Civil. Os recursos serão liberados porque o governo federal aprovou projetos do Estado incluídos no Plano Nacional de Segurança Pública. Mas a causa principal é que o Estado conseguiu sair da situação de inadimplência em que esteve durante vários meses, e que resultou na devolução de verbas que não foram utilizadas pela Secretaria de Defesa Social. O advogado alagoano Pedro Montenegro, que hoje atua na Secretaria Nacional de Direitos Humanos do Ministério da Justiça, afirmou ter recebido informações de que Alagoas devolveu cerca de R$ 3,5 milhões. O número é contestado pelo secretário de Defesa Social, delegado Robervaldo Davino, que confirma, no entanto, a devolução de cerca de R$ 1,5 milhão. Davino nega que os recursos novos, que deverão estar disponibilizados até o fim deste mês, sejam destinados a compra de armas para as corporações policiais. ?Não há fundamento nisso, os recursos serão aplicados em qualificação e capacitação dos policiais e em equipamentos de segurança como capacetes, coletes, munição não-letal e outros?. Segundo ele, o Plano Estadual de Segurança, aprovado pelo Conselho Estadual de Justiça e Segurança Pública, prevê ainda investimentos em projetos de polícia comunitária. Sobre o caso das armas pagas pelo governo Lessa em dezembro de 2001, e que até agora não chegaram ao Estado, o delegado comentou que o processo para responsabilização dos envolvidos numa armação que custou R$ 600 mil aos cofres públicos continua em andamento. ?A investigação envolve inclusive a Interpol e o Exército brasileiro?- revelou. Robervaldo Davino esclarece que a negociata incluiu a falsificação de documentos do Banco do Brasil, e a manipulação da autorização do Exército para a compra de armas. ?Já recebemos fax do Ministério do Exército, comunicando que estão sendo adotadas providências contra a empresa MTI Trade, que utilizou indevidamente a autorização para a compra das armas solicitadas pelo governo de Alagoas?- ressaltou Davino. O processo para a compra de armas para equipar as polícias Militar e Civil de Alagoas foi iniciado na gestão do ex-secretário Edmílson Miranda, tendo continuidade nas gestões de Mário Pedro e Antônio Arecippo. As armas seriam adquiridas na empresa italiana Franchi, subsidiária da Beretta, conhecido fabricante de armamentos, numa negociação intermediada pela MTI Trade, empresa paulista cuja sede do governo alagoano ignora. O secretário Robervaldo Davino garante que a comissão responsável pelo inquérito administrativo, cujo prazo de 60 dias ainda não se esgotou, apresentará uma solução para o caso, cabendo ao governador punir os responsáveis.

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