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TJ nega habeas-corpus e Cavalcante vai a j�ri

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RÓDIO NOGUEIRA O Tribunal de Justiça de Alagoas indeferiu o pedido de habeas-corpus impetrado pelos advogados do ex-tenente-coronel Manoel Francisco Cavalcante, Luiz Cavalcante Amorim e Franklin Pereira dos Santos. Com a decisão, a Justiça confirma que o ex-militar será submetido a julgamento na próxima segunda-feira, 24, no processo em que é apontado como mandante do assassinato de Sílvio Carlos Luna Vianna, ocorrido no fim da tarde do dia 28 de outubro de 1997, no distrito de Ipioca. Em todos os depoimentos, Cavalcante nega envolvimento com o homicídio e se diz vítima de uma trama política que lhe mandou para a prisão. O julgamento terá início às 8 horas e será presidido pelo juiz José Braga Neto, da 3a Vara Especial Criminal de Maceió, que também julgará o ex-soldado da Polícia Militar de Alagoas Garibaldi Amorim e, à revelia (sem a presença do réu), o fazendeiro Fernando Fidélis, que fugiu da escolta policial no município de Pindoba, há 15 dias. Fernando Fidélis e Garibaldi Amorim foram indiciados no processo como autores materiais (homens que dispararam suas armas contra Sílvio Vianna), apesar da negativa da autoria. Funcionará na promotoria Marco Aurélio Gomes Mousinho. O ex-chefe de arrecadação da Secretaria da Fazenda, Sílvio Vianna, voltava de sua casa de praia no município de Barra de Santo Antônio, em um Fiat Uno de sua propriedade, quando foi emboscado por três homens, no momento em que passava por um quebra-molas. Vianna, conhecido como o xerife da arrecadação, investigava, à época, o envolvimento de pessoas influentes com o crime organizado em Alagoas. Ele foi assassinado a tiros de pistola. A família do servidor, representada pelo advogado Sérgio Vianna, deverá realizar uma manifestação pública no dia do julgamento, para mostrar à sociedade a indignação dos familiares e amigos e, ao mesmo tempo, exigir justiça.

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