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Acidente em navio: sindicato�responsabiliza comandante

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O presidente do Sindicato dos Arrumadores de Alagoas, José Otávio dos Santos, responsabilizou, ontem, o comandante do navio Donbass, Grygor Syrovatko Oleg, que tem bandeira panamenha e tribulação ucraniana, pelo acidente ocorrido, na noite da última quarta-feira, no Porto de Maceió, provocando a morte de dois estivadores e ferimentos em outros dois. Ele afirmou que a embarcação é velha, pois tem mais de 20 anos de fabricação, e não tinha condições de receber tanto peso na tampa de seu porão. As vítimas estavam arrumando a carga de cimento, com cerca de 20 sacolões de uma tonelada e meia cada, quando o ?tampão? cedeu, jogando os quatro dentro do porão. Os parentes querem providências enérgicas por parte das autoridades policiais e uma indenização pela morte dos estivadores. ?Iremos até as últimas conseqüências; pois foram colocados em situação de risco?, garantiu um primo de Carlos Henrique, ontem, no Instituto Médico Legal Estácio de Lima. José Otávio concorda com a família de Henrique e afirma que o comandante não poderia ignorar as deficiências estruturais de seu navio e, por isso, deve ser responsabilizado. ?Se tem um culpado é o responsável pela embarcação?. No momento do acidente, Luiz Hermínio dos Santos, 39, e Ronald de Oliveira Santos, 24, foram soterrados e morreram na hora. Os feridos, Josenildo Felizmino dos Santos, 28, continua internado na Unidade de Emergência, em observação, e Carlos Henrique Nobre dos Santos, 20, foi liberado do hospital. O administrador do Porto, Fábio Farias, declarou à imprensa que, desde o dia 14 de novembro, o navio Donbass estava ancorado em Maceió. Receberia uma carga de cimento e seguiria, na noite da última quarta-feira, para a Nigéria, na África. Apuração da PF O superintendente da Polícia Federal, José Paulo Rubim Rodrigues, destacou que a embarcação vai permanecer no Porto, aguardando o resultado das investigações. O delegado revelou que os peritos estão fazendo levantamentos para verificar se houve alguma forma de imprudência ou negligência do comandante. Ele admitiu que no caso de ficar comprovado pelo laudo pericial a negligência, ou seja, que a tampa do porão não poderia receber tanto peso, o responsável pela embarcação será acusado de crime de homicídio culposo. O inquérito foi aberto e a Polícia Federal tem de 10 a 30 dias para investigar.

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