Polícia
Juiz decreta pris�o do ex-diretor do Baldomero
RÓDIO NOGUEIRA Atendendo ao pedido do delegado Denisson Albuquerque, da Delegacia de Investigação e Capturas (Deic), o juiz Marcelo Tadeu decretou, ontem, a prisão preventiva do ?capitão? Marcos Arantes, ex-diretor do presídio Baldomero Cavalcante, acusado de no último dia 7 de novembro facilitar a fuga do fazendeiro José Fernandes Neto, o ?Fernando Fidélis?. Arantes, que foi exonerado do cargo pelo secretário de Justiça e Cidadania (Sejuc), coronel Jurandir Ferreira, e preso no domingo passado em sua residência no Tabuleiro do Martins, foi denunciado pelos agentes penitenciários Marcos Valério, Miguel Santos e José Carlos como a pessoa que autorizou a viagem de Fernando Fidélis para uma fazenda no município de Pindoba, sem algemas e em um carro da marca Palio, pertencente à administração do presídio. Denisson Albuquerque, que preside o inquérito que apura a fuga do fazendeiro, disse ontem que no momento ?não é prudente? transferir Marcos Arantes da cela do Tático Integrado de Grupo de Resgate (Tigre), onde está preso, para o Baldomero Cavalcante, por fatores que ele prefere não revelar ainda. ?O cidadão Marcos Arantes administrou aquela prisão por cerca de dois anos e é evidente que na condição de diretor deve ter contraído inimizades. Então, para preservar sua integridade física, vamos mantê-lo no Tigre. Quando o inquérito foi concluído, ele deverá ser mandado para o Baldomero Cavalcante, onde deverá ocupar uma ala de segurança?, explica o delegado Denisson Albuquerque. Depoimento Arantes, que já estava preso cumprindo uma provisória de cinco dias (que terminaria ontem), seria colocado em liberdade se o juiz Marcelo Tadeu não tivesse decretado a prisão preventiva. Em depoimento que durou cerca de quatro horas, o ex-diretor do Baldomero disse ao delegado Roberto Lisboa que não tem envolvimento na fuga do fazendeiro Fidélis e que as denúncias contra ele são irresponsáveis, levianas e improcedentes. No entanto, os recentes depoimentos de agentes penitenciários têm complicado a vida do ex-capitão da PM do Acre. ?Ele vai ter que encontrar muitas provas contra as acusações que lhe são impostas?, afirma Roberto Lisboa. Nesta segunda-feira, o presidente do inquérito toma novos depoimentos na Delegacia de Investigação e Capturas.