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Pol�cia n�o indicia empres�rios e ignora conte�do de pasta 007

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Apesar de haver afirmado em várias entrevistas possuir elementos suficientes para indiciar empresários no inquérito do assassinato do então chefe de arrecadação fiscal da Secretaria da Fazenda, Sílvio Vianna, o delegado Mário Pedro dos Santos, concluiu a segunda fase das investigações do crime, indiciando apenas o ex-tenente-coronel Manoel Francisco Cavalcante, o tenente Silva Filho, o soldado PM Garibalde Amorim e o fazendeiro ?Fernando Fidélis?, este último foragido da Justiça. Quando foi questionado pela imprensa, o delegado alegou que não poderia sair por ai indiciando alguém sem provas, visto que não havia elementos de convicção para apontar um autor ou autores intelectuais. Então, decidiu devolver o inquérito à Justiça sem apontar um mandante para o crime. Dezenas de entraves levaram o delegado Mário Pedro a desistir de continuar buscando os mandantes, admitiu Mário Pedro a amigos. Entre eles, a questão da quebra do sigilo telefônico que não foi atendida conforme o presidente do inquérito queria; perícias requisitadas que acabaram incompletas, além de problemas que envolveram a apuração anterior, que terminaram por apagar uma série de pistas. Até hoje, uma das principais questões que não ficou respondida foi o que havia dentro da pasta 007 apreendida no interior do veículo Fiat Uno pertencente a Sílvio Vianna, logo após o seu assassinato. Segundo se informou, em 1997, cerca de um ano após o crime, na referida pasta o tributarista conduzia intimações de cobrança de ICMS para devedores do Fisco Estadual. Na época, o procurador-geral do Estado, Omar Coelho de Mello (concunhado de Vianna) entrou no processo para cobrar providências quanto a tal pasta, mas foi advertido pelo ex-governador Divaldo Suruagy para não se envolver no caso, alegando que havia ?gente grande? envolvida. O teor da conversa foi revelado por Omar, só que jamais foi confirmado por Suruagy. Sérgio Vianna, irmão de Sílvio, também refere-se a pasta 007 como sendo uma das provas de que o tributarista morreu porque tentou enfrentar a sonegação fiscal e o crime organizado. Ele concorda que um consórcio de interesses matou seu irmão e admite que se não tiver o apoio da sociedade, sozinho não poderá cobrar o total esclarecimento do crime e a punição dos responsáveis.

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