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Ex-funcion�rio tenta roubar escrit�rio e faz ref�ns

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RÓDIO NOGUEIRA O servente desempregado José Adriano dos Santos, 21, invadiu um escritório de advocacia ontem, na Rua Barão de Jaraguá, e manteve como reféns, por cerca de 10 horas, os funcionários Carla Moraes, Luciana Pereira da Silva, Marcos Souza e Sinval Alves (dono do escritório). Usando capuz, luvas e um revólver Taurus, calibre 38, José Adriano, ex-funcionário da empresa, exigia a importância de R$ 6 mil para sair do escritório e deixar todos em paz. Segundo o próprio servente, que foi preso por uma equipe do Tático Integrado de Grupos de Resgates Especiais (Tigre), por volta das 15h, quando fugia da empresa, sua grande falha foi liberar Sinval Alves para ir até uma agência bancária e retirar o dinheiro que seria entregue. ?Apesar de estar usando um capuz fui reconhecido pela voz. Trabalhei por dois anos neste escritório e meus direitos trabalhistas não foram pagos corretamente. Na cidade de São Miguel dos Campos onde resido consegui a arma, estudei o plano e resolvi tomar esta medida que deu errado?, lamenta Adriano. Antes de ser conduzido para uma cela na base do Tigre, no Farol, ele disse que chegou ao escritório por volta das cinco horas da manhã. ?Pulei o muro e fiquei no terraço esperando a chegada dos funcionários. O primeiro a chegar foi o dr. Sinval Alves. A partir daí quem ia chegando era colocado em um dos cômodos da empresa e eu avisava por que estava agindo daquele forma. Claro, que para todos foi uma surpresa. Então eu liberei o dr. Sinval Alves, que demorou a voltar com o dinheiro. Ele ligou para a polícia que cercou o local e na minha saída acabei preso?, relatou. Ex-funcionário Sinval Alves afirmou que realmente o servente foi funcionário do seu escritório por dois anos e que ao ser demitido recebeu seus direitos trabalhistas. Disse que foi o primeiro a chegar à firma e foi logo rendido. ?Fui levado para uma sala e comecei a negociar com o José Adriano. Num primeiro lance ele me pediu dez mil reais e eu disse que não seria fácil conseguir por que dependia de uma programação no banco. Foi quando eu pedi para ele me liberar para batalhar o dinheiro. Neste espaço de tempo ele ficou com os três funcionários. Eu, então, chamei a polícia que cercou o local e prendeu José Adriano dos Santos?, confirmou.

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