Polícia
Detento sofre tentativa de assassinato no Baldomero
RÓDIO NOGUEIRA O detento Euzébio Alves Pontes, preso no Módulo II do Presídio Baldomero Cavalcanti, por envolvimento com tráfico (artigo 12), foi atacado por três presos, às 11h30 de terça-feira, e ferido com vários golpes de espeto de fabricação caseira. Sangrando bastante, ele foi socorrido e conduzido à Unidade de Emergência Armando Lages, onde recebeu cuidados médicos e, em seguida, voltou ao presídio. A tentativa de morte está sendo investigada pelo delegado Cícero Rocha, do 5º Distrito Policial, que vai interrogar o detento. Recém-nomeado para administrar o Baldomero Cavalcanti, o capitão Alessandro Paranhos, da Polícia Militar de Alagoas, disse que paralelamente ao inquérito instaurado pela Polícia Civil, aquela prisão também deve instaurar sindicância para investigar o caso, sob a responsabilidade de André Luiz Lopes Barbosa, chefe de disciplina. Paranhos disse não poder revelar os nomes dos detentos acusados de tentar matar Euzébio Alves Pontes, pois nem mesmo a vítima fez a revelação. ?A tentativa de morte, posso afirmar, está ligada a questões de convivência entre os detentos, porque alguém sempre se desentende e acaba ocorrendo problemas efetivamente contornáveis, frisa o capitão Paranhos?. Ontem, ele teve uma reunião com os representantes de módulos para tratar de assuntos ligados à vida dos detentos. Sua gestão, segundo o diretor, está voltada para os direitos humanos. ?Temos uma população carcerária de 490 pessoas presas. Cada uma com uma personalidade. Então, será preciso muita habilidade para atender as suas reivindicações?, completa Alessandro Paranhos. Na segunda-feira, o presidente da Comissão de Direitos Humanos, da Ordem dos Advogados do Brasil (seccional Alagoas), João Firmino Marinho Filho, e o advogado João Oliveira, estiveram no presídio Ciridião Durval para verificar a denúncia de que um preso estaria jurado de morte. O nome, no entanto, não pode ser revelado, por medida de segurança. No contato com a direção daquela casa prisional ficou acertado que o detento receberia toda a segurança possível e que os agressores seriam chamados à responsabilidade.