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Entenda o caso S�lvio Vianna

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O chefe de arrecadação fiscal da Secretaria da Fazenda, Sílvio Vianna, foi emboscado e assassinado a tiros, num trecho da Rodovia AL-101, em Ipioca, no início da noite de 28 de outubro de 1996, quando retornava de sua casa de praia no município de Barra de Santo Antônio. O veículo que ele dirigia, um Fiat Uno, foi interceptado no momento em que Vianna reduziu a velocidade para passar numa lombada. Ele foi executado neste momento. O homicídio está impune até hoje, apesar de existirem denúncias de que a morte de Sílvio Vianna estaria ligada a irregularidades que ele teria detectado no Fisco, como sonegação fiscal. Nas investigações comandadas pelo delegado Flávio Saraiva, a polícia apontou o fiscal de renda Arnaldo Persiano e o agente fazendário Célio Viana como os mandantes do assassinato, além do cabo Sandro Guimarães Duarte e do vigilante Ebson de Vasconcelos Silva, o ?Eto?, como autores materiais. Todos foram presos naquela ocasião, mas acabaram em liberdade. ?Eto?, o último a ser preso por envolvimento no caso, declarou à Justiça que o assassinato de Vianna foi planejado pelo então tenente-coronel Manoel Francisco Cavalcante - hoje preso como autor no homicídio do delegado Ricardo Lessa, irmão do governador Ronaldo Lessa - e pelo fazendeiro Fernando Fidélis, este foragido do presídio Baldomero Cavalcante. Julgamento ?Eto? denunciou que teriam sido executores: o ex-tenente Silva Filho, impronunciado pela Justiça, e o ex-soldado Garibaldi Amorim, que será levado a julgamento nesta segunda-feira. Declarou também desconhecer quem seriam os mandantes do crime, admitindo serem pessoas de grande influência no Estado. Apontado como principal testemunha do segundo processo, Ebson Vasconcelos passou vários meses em São Paulo, de onde retornou, no ano passado, e acabou assassinado em pleno Centro de Maceió. No entanto, o processo originado de suas declarações será julgado amanhã, em sessão que terá presidência do juiz José Braga Neto, da 3ª Vara de Maceió.

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