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Depoimento de Suruagy � aguardado com expectativa

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FERNANDO ARAÚJO O ex-governador Divaldo Suruagy é esperado para depor como testemunha do caso Vianna e seu depoimento está sendo aguardado com expectativa, tanto pelos jurados quanto pelos advogados das partes. Na primeira sessão do júri, que deveria ocorrer na última segunda-feira, o ex-governador alegou motivos de saúde e sua ausência provocou o adiamento do julgamento para esta segunda-feira. Desta vez, mesmo que ele não apareça, o julgamento prosseguirá, pois só poderia ser adiado uma vez. Na noite da última sexta-feira, Suruagy negou ter alertado, quando era governador, o então procurador-geral do Estado, Omar Coelho de Mello (concunhado de Vianna), para não se envolver no caso, alegando que havia ?gente grande? por trás do assassinato do tributarista. Esse comentário teria surgido depois de o procurador ter concedido entrevista à imprensa local, denunciando a violência e cobrando o esclarecimento da morte de Sílvio Vianna, assim como a prisão dos responsáveis. ?Isso é pura fantasia?, afirmou o ex-governador. Assegurando que comparecerá amanhã para depor sobre o caso, ele afirmou que seu pronunciamento se restringirá a falar sobre as medidas que seu governo tomou para esclarecer o caso. O fato é que, logo após o crime, o ex-governador determinou a convocação do então tenente-coronel Cavalcante, um dos atuais acusados, para comandar as investigações do primeiro inquérito policial que apurou a morte do tributarista. Depois de articular a prisão do cabo Sandro Duarte ? acusado de ser o matador ? e dos fiscais de renda Célio Viana e Arnaldo Persiano ? tidos como mandantes ? Cavalcante foi até homenageado pelo governador ante o sucesso das investigações. No segundo inquérito, o militar aparece como principal suspeito e termina sendo indiciado como intermediário da trama criminosa, junto com Garibaldi Amorim e Fernando Fidélis, acusados de autores materiais do crime. Na entrevista à GAZETA DE ALAGOAS (ao lado), o ex-tenente-coronel nega que tenha matado Sílvio Vianna, mas em nenhum momento fala da sua condição de intermediário da empreitada. Segundo o irmão da vítima, Sérgio Viana, quando foi assassinado, Sílvio conduzia em seu automóvel uma pasta tipo 007 contendo vários documentos em que empresários apareciam como devedores do Fisco. Sérgio acredita que esses documentos, hoje desaparecidos, seriam a prova material de que o assassinato do irmão estaria ligado à sua atuação rigorosa na cobrança de impostos.

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