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Forma��o � integral e remunerada

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Ao ingressar na Academia da Polícia Militar de Alagoas o aluno do Curso de Formação de Oficiais garante um salário de R$ 600. Em troca, terá que se dedicar inteiramente ao curso. A formação no CFO é integral. Os cadetes têm atividades físicas, disciplinas convencionais como Sociologia, Psicologia Social, Filosofia, Direitos Humanos e outras, mas principalmente disciplinas militares. No curso eles são treinados para conhecer toda a hierarquia militar e todas as técnicas de policiamento e operação. O objetivo do CFO é assegurar ao futuro oficial conhecimento das ações de polícia ostensiva, voltada para comando e direção. Ao ingressar no curso, mesmo em formação, o aluno já é considerado um policial militar. Na academia eles passarão três anos em regime de semi-internato. No primeiro mês não podem deixar o quartel, exceto em casos de extrema necessidade. Exceto os treinamentos com armas, todo o curso é ministrado na Academia da Polícia Militar. O comando é do coronel João Raimundo de Souza Amorim, que conta com o apoio de um grupo de oficiais formado pelo major Sandro Henrique Silva França, subcomandante, pelo major Louvercy, comandante do corpo de alunos, major Macêas, da divisão técnica de ensino, e pelo tenente Chagas. O major Sandro revela que o CFO da polícia alagoana é um dos melhores do País. Tanto que aqui fazem curso cadetes e oficiais militares de Estados como Tocantins, Sergipe, Piauí, Acre e Paraná. Já o major Louvercy destaca a qualidade dos cadetes alagoanos. ?Cerca de 90% deles já têm ou estavam cursando curso superior. Muitos falam inglês, espanhol e libras, a linguagem internacional de sinais?, revela o oficial. Na avaliação de Louvercy, o fato de estudar ganhando um bom salário, ter um emprego e uma carreira assegurados após se formar são motivos que justificam a grande concorrência no vestibular para o CFO. ?Já superou Medicina?, afirma ele. Os próprios alunos confirmam que se deixaram seduzir pela garantia do emprego ao optar pela carreira militar, embora ressaltem que é preciso ter um mínimo de afinidade com a hierarquia militar. ?Fui motivado pela estabilidade que a profissão oferece. Esse é o único curso que você já entra ganhando um salário?, diz o mais jovem cadete da turma 2003/2005. Natural de Arapiraca, Samuel Sidney Oliveira Silva tem 19 anos e era aluno do curso de Farmácia da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Ele se disse estimulado também pelo desafio da ascensão na carreira. Aos 20 anos, a pernambucana Joyce de Oliveira Bezerra interrompeu o curso de Direito também na Ufal, para disputar uma vaga no CFO. ?Foi uma opção de emprego?- admite ela, que espera voltar ao curso assim que for possível. Em comum, Joyce e Sidney, que representam bem o universo de alunos da Academia, têm a visão de contribuírem para a consolidação de uma polícia mais humana, onde haja integração entre todos os seus membros e com sociedade. Essa nova consciência é também um estímulo aos futuros oficiais da Polícia Militar de Alagoas, que já se mostram orgulhosos da carreira. A relação deles com a população, baseada nas noções de cidadania, educação e respeito que norteiam o aprendizado das novas gerações, tem contribuído decisivamente para dar credibilidade à instituição. ?O reconhecimento da população é gratificante?- afirma a cadete Joyce.

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