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Caso Vianna: julgamento de Cavalcante � adiado

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BLEINE OLIVEIRA Pela segunda vez, o juiz da 3ª Vara Especial Criminal, José Braga Neto, suspendeu o julgamento do ex-tenente-coronel Manoel Francisco Cavalcante, acusado de ter matado o tributarista Sílvio Vianna. Depois de marcar para o próximo dia 16 uma nova sessão para julgamento do ex-militar, o juiz deixou claro que vai usar as prerrogativas legais para garantir que as testemunhas estejam no Fórum 24h antes da data marcada. Do contrário, Braga Neto promete usar a polícia para buscá-las. Os ausentes desta vez foram o delegado Flávio Saraiva, da Polícia Civil, a advogada Mary Anne, testemunhas convocadas pela defesa de Cavalcante, e Maria Lúcia Costa, arrolada como testemunha da acusação. Mas, independente da ausência dessas três testemunhas, o julgamento não seria realizado ontem. É o que garante o advogado Welton Roberto, que vai atuar na defesa do ex-tenente coronel. ?Entrei neste caso há alguns dias e não tive acesso ao processo, portanto, não poderia atuar e me ausentaria da sessão?- revela o advogado, esclarecendo que foi contratado para defender Cavalcante no processo em que o ex-militar é acusado de ter matado Sílvio Vianna. O crime ocorreu no dia 28 de outubro de 1996, num trecho da rodovia AL-101 Norte. Exercendo a função de coordenador de Arrecadação de Tributos da Secretaria de Estado da Fazenda, Sílvio Vianna voltava de sua casa de praia, no município de Barra de Santo Antonio, quando foi atingido por vários tiros, ainda dentro do Fiat Uno que dirigia, num trecho do povoado Ipioca. O crime foi investigado pelo delegado Flávio Saraiva, que apontou os fiscais de renda Célio Viana e Arnaldo Persiano como mandantes do assassinato, que teria sido praticado por Ebson Vasconcelos, o ?Eto? e o cabo PM Sandro Duarte. Afastado do caso Saraiva foi substituído pelo delegado Mário Pedro, que apontou Manoel Cavalcante e o soldado Garibaldi Amorim como executores de Sílvio Vianna. ?Esse caso é único no País. Como pode dois grupos distintos ser acusados pelo mesmo crime?? - indaga o advogado Welton Roberto, afirmando que vai usar esse fato como argumento na tese de negação de autoria. O irmão de Sílvio Vianna, advogado Sérgio Vianna, que atua como assistente da promotoria, disse que sua família mais uma vez ficou decepcionada com o adiamento do júri. Mas reafirmou a disposição de continuar lutando pelo fim da impunidade neste crime. Ex-militar reafirma ser inocente Durante entrevista à imprensa, ontem, o ex-tenente-coronel Manoel Cavalcante voltou a reafirmar sua inocência na morte do fiscal de rendas Sílvio Vianna. O ex-militar voltou a afirmar que há um grupo político interessado em envolvê-lo no caso e chegou a citar, mais uma vez, o nome do ex-governador Manoel Gomes de Barro, sem, contudo, apresentar provas. Cavalcante praticamente repetiu todos os trechos da entrevista concedida à GAZETA DE ALAGOAS no fim de semana Cavalcante, que seria julgado ontem pelo Tribunal de Júri na condição de intermediário da morte de Vianna, declarou que os matadores do fiscal de rendas foram o cabo Sandro Guimarães Duarte e o vigilante Ébson de Vasconcelos Silva, este último assassinado recentemente, segundo o ex-tenente-coronel, pelos mandantes da morte do fiscal de rendas. ?Esse processo é uma farsa montada para me condenar por um crime que não cometi?, disse o ex-militar. Para o advogado Sérgio Vianna, irmão de Sílvio, Cavalcante está mentindo quando se diz inocente na morte de Vianna. ?Ele teve sete anos para provar sua inocência e nunca o fez??, disse. O advogado lamentou que em nenhum dos dois inquéritos que investigaram o caso apareça o nome dos mandantes da morte do coordenador de Arrecadação Tributária.

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