app-icon

Baixe o nosso app Gazeta de Alagoas de graça!

Baixar
Nº 5717
Polícia

Homossexual agredido a pedradas morre na UE

O homossexual José Márcio Santos Almeida, 33, que na quarta-feira passada foi agredido e golpes de cacete e pedras por um grupo de jovens na cidade de Maribondo, morreu na manhã de ontem, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), da Unidade de Emergência Arm

Por | Edição do dia 03/04/2002 - Matéria atualizada em 03/04/2002 às 00h00

O homossexual José Márcio Santos Almeida, 33, que na quarta-feira passada foi agredido e golpes de cacete e pedras por um grupo de jovens na cidade de Maribondo, morreu na manhã de ontem, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), da Unidade de Emergência Armando Lages (UE), vítima de traumatismo craniano. O delegado Ailton Cavalcante começou a investigar a agressão seguida de morte. José Márcio, que era estudante e residia na Rua João Antônio, 28, no centro da cidade, era pessoa conhecida e membro do Grupo Gay de Alagoas (GGA). Segundo informações da Polícia Civil, José Márcio foi agredido no centro da cidade, por vários jovens, e mesmo ferido foi para casa. Durante a madrugada, em estado gravíssimo, foi removido para Maceió, onde foi direto para a UTI do Armando Lages, sendo operado pela equipe plantonista. Absurdo Mas, ontem, não resistindo aos muitos ferimentos provocados por pedras e cacete, morreu. Policiais da cidade de Maribondo não confirmam, mas existe a informação de que alguns suspeitos do crime foram presos e estão sendo interrogados pelo delegado Ailton Cavalcante. “A execução de José Márcio Santos Almeida foi qualquer coisa de absurdo. A sociedade local tinha conhecimento de que ele era homossexual e pessoa ligada ao Grupo Gay de Alagoas. O rapaz foi atacado como um animal e, devido aos ferimentos, faleceu. Farei um pronunciamento na Câmara Municipal condenando a violência cometida contra ele”, declara o vereador José Jurandir, do município de Maribondo. Ontem, no Instituto Médico Legal Estácio de Lima, para onde foi trasladado o cadáver, a família estava inconsolável. “Não sei quem matou o meu sobrinho”, afirmou a dona de casa Maria Cícera.

Mais matérias
desta edição