Polícia
Policial civil se apresenta e fica preso
O policial civil Robson Rui, suspeito de ter participado do assassinato do também policial civil Válter Santana Dias, em maio, na Serraria, que teve a prisão provisória decretada pela Justiça no sábado, se apresentou à Secretaria de Defesa Social e foi recolhido à base do Tático Integrado de Grupos de Operações Especiais (Tigre) no Farol, onde ficará à disposição da Justiça durante a prisão provisória de cinco dias. O policial Robson Rui está afastado de suas funções e à disposição do Departamento Central de Polícia (Decepoc). Nos depoimentos prestados aos delegados Roberto Lisboa e Tarcísio Vitorino garantiu nada ter com a execução de Valter Santana Dias. Em seu interrogatório, que durou cerca de cinco horas, ele disse que além de ser colega de secretaria trabalhava com Valter na mesma delegacia (Delegacia de Furtos de Veículos de Maceió). O pedido de prisão provisória foi solicitado pelo delegado Roberto Lisboa, diretor do Departamento Central de Policia (Decepoc) que entende ser necessário manter o policial recolhido, porque assim as investigações correrão sem problemas. Lisboa pediu, ainda, a prisão do policial civil Alfredo Pontes, também investigado pela morte de Valter. Mas, segundo fontes da Polícia Civil, ele ainda não se apresentou à base do Tigre. Por solicitação da Secretaria de Defesa Social, através do delegado Roberto Lisboa, o caso está sendo investigado pela Polícia Federal, que mantém um delegado e dez agentes apurando todas as pistas para, efetivamente, esclarecer o trucidamento de Válter Santana Dias, assassinado com mais de vinte tiros de pistola dentro de seu veículo no bairro da Serraria. Outros policiais estão sendo alvo de investigações, mas não podem ter seus nomes revelados para não prejudicar o trabalho dos federais.