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Vi�va de policial dep�e na�PF e vai embora de Alagoas

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A bancária Tânia Lima, viúva do policial civil Valter Dias, prestou depoimento na Polícia Federal e foi embora de Alagoas, com medo de morrer. Ela acusou um grupo de policiais como suspeitos de envolvimento no assassinato do marido, ocorrido no último mês de junho, num trecho da Via Expressa, na Serraria. Desde a semana passada, ela foi incluída no Programa Federal de Proteção a Testemunhas. A informação de que a bancária deixou o Estado foi fornecida por um amigo da família, visto que a PF mantém total silêncio quanto às declarações e ao paradeiro da bancária. Também a Polícia Civil não revela o teor integral do depoimento. No entanto, a solicitação da decretação da prisão preventiva dos policiais Robson Rui e Alfredo Pontes é resultado das informações fornecidas por Tânia, funcionária da Caixa. A polícia não descarta a hipótese de o irmão de Tânia, o policial civil Valter Lima, dono do veículo Explorer, no qual o universitário Flávio Humberto foi assassinado, por engano, ser incluído no mesmo programa. O diretor do Departamento Central de Polícia Civil (Decepoc), Roberto Lisboa, que solicitou a prisão dos dois policiais, deve pedir novas prisões à Justiça, segundo um funcionário da Secretaria de Defesa Social. Lisboa adotou a postura da PF de fornecer poucas informações à imprensa. No entanto, os policiais que realizaram a fase preliminar do inquérito garantem que outros nomes devem surgir, nos próximos dias. Inclusive, de policiais militares e ex-integrantes da PM como responsáveis pelo envolvimento direto na morte do policial Valter Dias.

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