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Amea�as de morte

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Um dos grandes problemas que a Delegacia de Repressão às Drogas enfrenta, e por isso não consegue aumentar o número de apreensões e prisões, está relacionado à questão das ameaças feitas pelos traficantes a famílias pacatas, residentes próximas às ?bocas- de-fumo?. O Serviço Reservado da Polícia Civil tem depoimentos de pessoas que estiveram sob a mira das armas dos bandidos e para não morrer mudaram de bairro da noite para o dia. Isso, apesar de ser pouco divulgado pelos órgãos de segurança, acontece quase que todos os dias nos bairros humildes de Maceió. ?O mapa da droga em Maceió está basicamente centralizado na Vila Brejal, Joaquim Leão, Dique Estrada, Jacintinho e Benedito Bentes. ?Nossa equipe de operações externas tem informações de que a onda de ameaça é real. Todo o trabalho é checado e nós vamos ao local com dois objetivos: dar total apoio às pessoas sob ameaça e, obviamente, localizar e capturar o traficante, que foge ao perceber a chegada dos policiais. Eu não admito que o cidadão de bem seja vítima das ameaças de quem quer que seja. Vou ao local e faço cumprir a lei?, explica Abelardo Leopoldino. Ele alerta para o fato de que as pessoas devem ter todo o cuidado com a aproximação dos vendedores de drogas, porque eles têm boa conversa e são pessoas prestativas, mas depois passam a explorar as amizades, recrutando jovens e pessoas desempregadas para atuar como ?aviões?, pessoas que vendem a droga nos bairros e ruas de Maceió. ?O traficante é pessoa calma e de fala mansa. Não pode ver o vizinho em situação difícil que quer ajudar. Chega a pagar consulta médica e medicamentos. Depois vem a proposta de fazer parte do seu grupo?, diz Abelardo Leopoldino. Mas ele não sabe precisar quantas pessoas estão no momento trabalhando para os traficantes. Adianta, contudo, que o desemprego é o caminho para muita gente se envolver com a venda de drogas. ?Afirmo isso com base em relato de pessoas que foram presas e em depoimentos disseram que estavam desempregadas e queriam apenas ganhar algum dinheiro?, alerta o delegado Leopoldino.

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