Polícia
Policiais federais param por melhoria salarial
FATIMA ALMEIDA A Polícia Federal (PF) entrou em greve, ontem, em Alagoas, por tempo indeterminado. O movimento nacional, deflagrado na semana passada em Brasília, chegou a todos os estados, suspendendo atividades como emissão de passaporte, certidões, diligências e outras operações policiais. Apenas uma faixa de 30%, considerada de serviços essenciais, foi mantida e isso inclui fiscalização do porto e aeroporto, segurança da instituição (plantão) e serviços de custódia em relação aos presos. De acordo com o Comando de Greve (CG), a paralisação tem como objetivo forçar o governo federal a atender às reivindicações da categoria em relação ao cumprimento da Lei nº 9.266/96, que determina o pagamento do vencimento básico de nível superior para os integrantes dos cargos de Agente, Escrivão e Papiloscopista do Departamento de Polícia Federal. Eles querem também a implantação da gratificação de risco de vida e compensação orgânica aos servidores administrativos do DPF e a realização de concurso público para o Plano Especial de Cargos, para que sejam ocupadas as funções burocráticas hoje exercidas por policiais federais e terceirizados, cuja forma de seleção não obedece a qualquer critério, segundo o Comando de Greve. Na pauta tem ainda itens como melhores condições de trabalho, quitação das dívidas da PF com os fornecedores, bem como o adimplemento das diárias atrasadas dos servidores. Além disso, a categoria quer que as diárias para deslocamento em operações policiais sejam pagas com antecedência. De acordo com Inaldo Medeiros, do CG, antes havia um impasse jurídico acerca do tratamento insonômico com a tabela de vencimentos básicos de nível superior para categorias funcionais da PF, para as quais passou a ser critério básico de ingresso, pelo menos um curso de nível superior. A reivindicação da isonomia vem desde 1996 e foi reconhecido pela Justiça, pelo Tribunal de Contas da União e pela Advocacia Geral da União.