Polícia
Greve na PF p�ra investiga��o da guerra entre policiais
A Polícia Federal parou de investigar a ?guerra? entre policiais civis, em Alagoas, devido à greve. Por causa do movimento grevista, a PF suspendeu os depoimentos de testemunhas da morte do policial civil Valter Dias, crime ocorrido em junho passado, prejudicando o total esclarecimento do crime. Eles apuravam também o episódio do assassinato do policial Sivaldo Feitosa, que foi metralhado à porta de casa, no Vergel do Lago. Há duas semanas, após prestar depoimento na Polícia Federal, a viúva do policial Valter Dias, Tânia Lima, ingressou no Programa de Proteção a Testemunhas e foi embora do Estado. Suas declarações resultaram na decretação da prisão temporária de cinco suspeitos, entre eles, os policiais civis Robson Rui e Alfredo Pontes, recolhidos ao quartel do Tigre, o grupo de operações especiais da Polícia Civil. O trabalho de investigação da PF estava sendo desenvolvido em caráter sigiloso, mas ficou prejudicado com a greve, conforme os próprios representantes da categoria. A luta dos policiais federais é pela garantia do pagamento do salário base de nível superior do governo federal e que seja encaminhado ao Congresso o projeto da Lei Orgânica da PF. O engajamento da Polícia Federal na investigação da ?guerra? entre policiais civis foi solicitado pelo governador Ronaldo Lessa, atendendo pedido do secretário de Defesa Social, Robervaldo Davino. O conflito já resultou em quatro assassinatos, entre eles, do universitário Flávio Humberto, que morreu baleado, porque estava dirigindo uma Explorer, pertencente ao policial Valter Lima, marcado para morrer, em virtude de ser testemunha da morte de seu cunhado, Valter Dias.