Polícia
Acusado de matar primas � julgado
RÓDIO NOGUEIRA O Tribunal do Júri de Maceió deu início, ontem, no Fórum Desembargador Jairon Maia Fernandes, no Barro Duro, ao julgamento de Demetrius Sinval Souza, um dos acusados de envolvimento no assassinato das primas Midrilene Gonçalves Pereira e Hellén Gonçalves de Oliveira (ambas de 7 anos) mortas por estrangulamento no dia 13 de janeiro de 2002, na cidade de São Miguel dos Campos. Demetrius figura no inquérito como pessoa que contribuiu para o cometimento do crime (omissão), já que estava com os criminosos e não os denunciou à polícia. Seria julgado também Marcos Anunciação dos Santos, mas o advogado Alberto Jorge Ferreira da Silva, alegando problemas de saúde, não compareceu à sessão do júri, que definirá outra data para a realização do julgamento. Outro indiciado no inquérito, José Carlos de Oliveira, será levado a júri na cidade de São Miguel dos Campos porque seu advogado não conseguiu transferir o processo para Maceió. Nos autos, os dois aparecem como autores materiais. Segundo atestado fornecido pelo Instituto Médico legal Estácio de Lima, as primas foram mortas por asfixia mecânica (estranguladas). Arrolado pelo Ministério Público, o vigia Francisco dos Santos, interrogado pela juíza Nirvana Melo, que presidiu o julgamento, apontou Demetrius Sinval Souza, Marcos Anunciação dos Santos e José Carlos de Oliveira como os autores do homicídio. Até o fechamento desta edição o julgamento não havia sido concluído.