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Acusado na morte de primas � condenado a 28 anos

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O desempregado Demetrius Sinval Souza, 33, um dos acusados de participar dos assassinatos das primas Midrilene Gonçalves Pereira e Hellen Gonçalves Pereira, de 7 anos de idade, crime ocorrido no dia 13 de janeiro de 2002, na cidade de São Miguel dos Campos, foi condenado a 28 anos de reclusão a ser cumprido no Presídio Baldomero Cavalcante, onde já está recolhido. O julgamento durou cerca de 20 horas e o conselho de sentença entendeu que ele teve ligação direta com o duplo homicídio, apesar de ter sido indiciado no inquérito por crime de omissão (estava com os matadores e não os denunciou às autoridades). O advogado Júlio Cavalcante Filho, que fez sua defesa, disse que vai recorrer da sentença. O julgamento teve início às 9 horas de quinta-feira e terminou na madrugada de ontem. Nos depoimentos prestados à justiça e polícia, o acusado negou ter participado dos assassinatos, mas afirmou que estava na companhia de Marcos Anunciação dos Santos e José Carlos de Oliveira, que havia tomado muita bebida alcoólica. Marcos e José Carlos aparecem como as pessoas que mataram as meninas Midrilene e Hellen. O Tribunal do Júri de Maceió (3a Vara Criminal) não confirma, mas José Carlos de Oliveira e Marcos Anunciação dos Santos devem ser julgados ainda este ano. Testemunha Os dois também são denunciados pelo vigia como os elementos que estrangularam as meninas e o ameaçaram de morte caso ele abrisse a boca e contasse para a polícia. O julgamento foi presidido pela juíza Nirvana Melo. Atuaram na promotoria Márcio Roberto Tenório e Salete Adorno. Os demais acusados estão por medida de segurança presos no Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar de Alagoas (Bope). Apesar de ter sido mandado para o Baldomero Cavalcante, Demetrius Silvan Souza ocupa uma cela de segurança máxima para não ser agredido pelos detentos que não permitem violência contra crianças e idosos.

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