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Cresce explora��o infantil no tr�fico de drogas

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RÓDIO NOGUEIRA No Brasil, historicamente o tráfico de droga sempre foi buscar na mão-de-obra infanto-juvenil apoio para jogar seus ?soldadinhos? no comércio e vender o produto sem despertar o interesse da polícia pelas grandes movimentações nas portas de escolas, festas, praças e até campos de futebol. O menor raramente é parado pelos policiais. Tem trânsito livre, conforme código em vigor no mundo dos entorpecentes. Também são chamados de ?chapa branca? e ?livre acesso?. Policiais especializados na área de combate ao tráfico de drogas relatam que os traficantes a cada dia tentam inovar para entrar no mercado sem ser percebido. Mas, não é apenas o menor que é usado na atividade. Idosos e idosas têm sido vítimas do tráfico. O chefe da organização criminosa procura explorar quem mais está necessitado. Ele, do alto de sua experiência, sabe que um cidadão de 60 anos normalmente não é revistado. Assim como um menino de 13 anos. Então, os dois (velho e jovem) podem conduzir os mais diversos tipos de drogas e transitar livremente pelas ruas da cidade sem ter problemas com os órgãos de repressão ao tráfico. No entanto, essas modalidades vez por outra acabam dando errado. Os também conhecidos como ?avião? e ?mula? (entregadores de maconha) são descobertos e presos. Com a prisão, os policiais muitas vezes chegam aos traficantes e apreendem a produção estocada, sempre em lugar seguro. O mapa da exploração infanto-juvenil aponta para os bairros considerados pobres da capital alagoana onde é possível recrutar verdadeiros exércitos para vender a droga. Por uma questão de segurança, a polícia prefere não ir além do programado para chegar aos pontos-de-venda e capturar os chefes. Mas, diariamente, recebe denúncias de que os ?barões das drogas? estão vivos e muito próximos. Em 2002, em Maceió, seis adolescentes foram presos como soldados do tráfico. Este ano, apenas quatro foram flagrados vendendo maconha. Nos dois casos os policiais chegaram rapidamente aos traficantes que foram mandados para o presídio. A maior aliada da polícia no combate ao tráfico é a família das pessoas envolvidas. É ela que vai até a delegacia e, apesar do medo, denuncia à autoridade policial. São muitas as histórias contidas nos arquivos da Delegacia de Repressão às Drogas (DRD). E tem sido através de atos corajosos que muitos jovens estão livres dos traficantes, que preferem ignorar que as polícias Civil, Militar e Federal estão sempre atentas e prontas para tirar de circulação os grupos que exploram este tipo de atividades. O delegado Jobson Cabral de Santana, diretor do Departamento de Polícia da Capital e que foi fundador da Delegacia de Repressão às Drogas, lembra que chegou a desarticular muitos grupos em Alagoas com base em denúncias de familiares. Relata que traficantes que se consideram poderosos foram capturados e mandados para o presídio. ?A polícia brasileira enfrenta este problema. Quero, no entanto, deixar claro que a cada dia é menor o número de jovens atuando neste mercado negro porque as prisões dos chefes do tráfico estão ocorrendo?, explica Jobson Cabral. Ele lembra que quando comandou a delegacia ela funcionava ao lado da então Secretaria de Segurança Pública (hoje, Secretaria de Defesa Social), no Pontal da Barra. Ressalta que recebeu muitas mães aflitas querendo livrar os filhos das drogas. ?A cada denúncia era feito um relatório e policiais destacados para investigar. Normalmente, o resultado era positivo com a prisão do bandido. Atualmente a delegacia mantém o mesmo padrão de trabalho com resultados excelentes?, garante o delegado. Ele explica que com a recente nomeação de novos policiais aquela especializada tem tido condição de redobrar seus objetivos. Tanto é que o delegado Abelardo Leopoldino tem efetivamente realizado prisões e apreensão de drogas. ?A sociedade, através dos órgãos de imprensa, tem acompanhado o combate ao tráfico. E, pelo número de pessoas presas e droga apreendida, as pessoas sabem que a polícia está jogando duro contra os bandidos?, ressalta Cabral de Santana. A Delegacia de Repressão às Drogas tem hoje o mapa do tráfico em todo o Estado de Alagoas. No banco de dados estão nomes de traficantes já presos e procurados. Existem planos que serão colocados em prática e vêm sendo amplamente discutidos.

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