Polícia
Estatuto requer a��es de seguran�a � popula��o
FÁTIMA ALMEIDA O procurador-geral de Justiça do Estado de Alagoas, Dilmar Camerino, só acredita na eficácia do Estatuto do Desarmamento como instrumento de combate ao crime se a sua vigência for acompanhada de uma série de outras ações, como a fiscalização sistemática das fronteiras e medidas quem garantam a segurança do cidadão. Caso contrário, na sua opinião, vai ser apenas mais uma lei ?e como bandido não cumpre lei, corre-se o risco de apenas o cidadão de bem ser desarmado?, observa. Dilmar deixa claro que é a favor do desarmamento e demonstrou isso participando de diversos atos, entre os quais uma passeata realizada em Maceió. Mas na sua opinião isso não se resolve com lei. ?Até porque já temos a lei do porte de armas. E quem disse que bandido tem porte legal??, questiona. Dilmar concorda que a lei traz dispositivos limitadores importantes, como a questão da venda de armas no País, mas lembra que não adianta limitar a venda internamente se não houver reforço na fiscalização das fronteiras para impedir que os armamentos continuem entrando de forma ilegal. ?Todos sabem da quantidade absurda de armas que o tráfico faz entrar no País. Isso tem que ser combatido?, diz ele. Segundo Dilmar, é preciso atitudes que demonstrem que o Estado está preparado para oferecer a segurança que o cidadão necessita e, não sua opinião, esse não é o quadro do momento. ?O Estado está enfraquecido diante da ação dos bandidos. Basta ver o que tem acontecido em São Paulo e Rio de Janeiro. Esse desarmamento tem que atingir todos, e eu não vejo o Estado preparado para garantir isso. O perigo é que o bandido sabe que a partir de agora o homem de bem está desarmado, porque cumpre a lei. Quanto a ele, vai manter sua arma escondida para usá-la na hora do crime, porque não tem medo de lei?. Quando se refere à segurança do cidadão, Dilmar observa que não está tratando de proteção pessoal e sim de sentir-se seguro coletivamente. ?Se fizer uma pesquisa, ninguém vai dizer que se sente seguro, em lugar nenhum do Brasil, inclusive Alagoas. Portanto, é preciso mais do que uma lei para garantir essa proteção à sociedade?, conclui.