Polícia
AL registra crescimento de queixas contra golpistas
EDITORIA DE POLÍCIA O número de queixas de pessoas vítimas de golpes, dos mais variados e criativos, vem crescendo em Maceió e já se constituem numa preocupação maior para os policiais da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF). O delegado Milton Gomes destaca que o furto praticado por vigaristas, marginal que se beneficia da boa fé das pessoas, tem perdido somente para o furto de celulares, hoje um dos grandes problemas da polícia alagoana. ?Todo dia vem gente aqui na DRF para se queixar de que foi lesado por verdadeiros espertalhões?, declarou. O delegado acredita, no entanto, que o número desses casos é muito maior, pois algumas pessoas não procuram a polícia, recorrendo direto à Justiça ou à delegacia do bairro, por terem adquirido objetos, até mesmo terrenos e casas, que nunca existiram ou que não pertenciam ao ?vendedor?. As denúncias que chegam à polícia dizem respeito a questões como o conto do vigário, aplicado dentro de agências ou na saída das agências bancárias; do bilhete premiado ou do desaparecimento de objetos, logo após a visita de ciganas e macumbeiros. A comerciária Maria Rita dos Santos, 22, estava numa agência bancária para depositar R$ 750,00, em espécie, quando um cidadão bem vestido puxou conversa como se fosse um velho conhecido. Falou bastante. Porém, a todo momento olhava o relógio preocupado com o horário do fechamento do banco. Em dado momento, ele fez uma proposta. Pediu que emprestasse R$ 500,00 do dinheiro, pois precisava efetuar um pagamento na agência ao lado e lhe entregou um cheque de R$ 1.500,00, afirmando que fizesse a retirada e efetuasse seu depósito. Ela deveria ficar à porta da agência aguardando seu retorno para pegar sua parte do dinheiro. Por se tratar de uma pessoa aparentemente idônea, Maria Rita concordou em ficar com o cheque. No caixa, ela percebeu que tinha sofrido um golpe, pois o cheque era roubado. A comerciária procurou a DRF, efetuou a queixa, mas não tem esperanças de reaver o dinheiro. O office boy Maurício Rodrigues, 19, perdeu R$ 400,00 da firma, logo após realizar uma retirada numa agência bancária do Centro. Um homem, muito falante, aproximou-se do rapaz afirmando que tinha um bilhete lotérico premiado e que não teria tempo de aguardar para chegar ao caixa, pois tinha que viajar para Arapiraca, naquele momento. A premiação, segundo o golpista, era de quase R$ 1 mil, mas ele não faria questão de trocar pelo dinheiro que o office boy havia acabado de retirar. Não conhecendo nada de premiação lotérica, o rapaz terminou indo na onda do vigarista, que foi embora dando muito obrigado, pois com a troca não iria perder o ônibus e sua decantada viagem ao agreste alagoano. O bilhete não tinha nada de premiado e era de uma extração do ano passado. Não é apenas o lucro fácil que leva pessoas ingênuas a cair na conversa dos malandros. Roselma dos Santos, 47, é dona de uma lanchonete. Há duas semanas, chegou um homem de maneira simple em seu local de trabalho, dizendo-se empregado de uma firma que fabrica letreiros luminosos. Garantiu que pela bagatela de R$ 200,00, a comerciante teria um belo letreiro na fachada de seu negócio. Mostrou desenhos e terminou por conseguir a cliente. Antes de deixar o local, ele garantiu que se Roselma fizesse um adiantamento de R$ 100,00, ressaltando que era para aquisição de material, receberia o luminoso em três dias. De posse de um comprovante de pagamento, que não aponta o nome da empresa, ela procurou a delegacia e formulou uma queixa. Também não acredita que venha a receber o letreiro ou ter seu dinheiro de volta.