Polícia
Policiais federais entregam chefias
RÓDIO NOGUEIRA Reunidos, ontem, no auditório da Polícia Federal (PF), em Jaraguá, os policiais federais em Alagoas decidiram por maioria manter a grave, que teve início no ultimo dia 2, com a paralisação das operações policiais, de combate ao crime organizado e crimes contra o patrimônio público. No entanto, segundo Inaldo Medeiros, presidente do comando de greve, os 30% de serviços essenciais estão sendo respeitados pela categoria, que não tem data para suspender o movimento grevista. Após a assembléia, os policiais entregaram os cargos de chefia (custódia e cartório). ?A classe não está querendo briga com o governo federal. Quer apenas que os policiais, escrivães e papiloscopistas recebam salários de nível superior, porque assim determina a lei. Para ingressar na Polícia Federal é exigido o diploma de curso superior. Então, nada mais justo do que se pagar o salário que a categoria tem direito. A Federação Nacional dos Policiais Federais agendou uma audiência para amanhã, em Brasília, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Vamos esperar o que será decidido. Mas, enquanto a reivindicação não for atendida, a greve continua?, explica Inaldo Medeiros. Alagoas será representada pelo policial Jorge Venerando, presidente do sindicato em Alagoas. O comando de greve informou que por causa da paralisação cerca de 300 inquéritos policiais estão acumulados e só serão retomados quando o movimento acabar. Os policiais poderão ser acionados se ocorrer fuga de uma das celas da PF e for expedido mandado de prisão urgente. O movimento do setor de passaportes e nada consta é considerado normal, por causa dos 30% que trabalham, com base no acordo de greve. Inaldo Medeiros disse, no entanto, que alguns estados resolveram voltar às atividades em virtude da audiência que a federação marcou com o presidente Lula.