Polícia
Conselho decide pela demiss�o de�policial acusado em seq�estro e morte
O Conselho Superior de Polícia Civil enviou ao governador Ronaldo Lessa o pedido de demissão do agente policial Nirdevaldo Alves Cantuária, lotado na cidade de Delmiro Gouveia, acusado de envolvimento nos crimes de extorsão e seqüestro seguido de morte. O conselho, que é composto por nove membros, após analisar o inquérito aberto contra Cantuária, entendeu que a pena a ser aplicada é a de demissão do serviço público. O policial, no entanto, tem o direito de recorrer da decisão. O comando central da Secretaria de Defesa Social explica que as medidas aplicadas contra os funcionários que cometem delitos faz parte do processo de limpeza e moralização do sistema de segurança do Estado. O delegado Roberto Lisboa, diretor do Departamento de Polícia Central (Decepoc), um dos membros do conselho, enfatiza que não existe mais espaço para policiais com desvio de conduta naquele órgão de segurança pública. Lisboa explica que durante o decorrer do processo o acusado tem todo o direito de questionar a denúncia e apresentar provas contrárias. ?O Conselho Superior de Polícia Civil se reúne para analisar os inquéritos e dar o parecer. O servidor indiciado tem todo o direito de buscar meios legais de provar que não cometeu o crime contido no processo do qual ele é acusado. O conselho, contudo, quando decide pela demissão é com base no que consta na peça processual. Entendido que o policial realmente cometeu a infração os membros do conselho solicitam da autoridade do Estado, que é o governador, que demita o funcionário e ele tem assinado muitas demissões?, alerta Roberto Lisboa. Nos últimos três anos três delegados e cinco agentes civis foram expulsos da Polícia Civil a pedido do Conselho Ronaldo Lessa. Atualmente cinco novos pedidos de demissão estão sendo analisados pelo governo do Estado. No dia 19, Lessa assinou a expulsão do delegado Cícero Benício condenado a 7 anos, acusado de estupro. O ex-delegado está preso em um dos módulos do presídio Baldomero Cavalcanti. O secretário de Defesa Social, Robervaldo Davino, disse que as medidas fazem parte da moralização da estrutura policial.