Polícia
Pris�es por porte ilegal de armas preocupam Davino
O cumprimento da nova Lei, conhecida como Código de Desarmamento, trouxe uma preocupação a mais para o secretário de Defesa Social, Robervaldo Davino. Treze prisões em flagrante já aconteceram no Estado, em menos de oito dias de vigência da legislação, que pune com até seis anos de prisão o porte ilegal de arma de fogo. Os presídios alagoanos estão com sua capacidade esgotada, ou melhor, têm uma população que excede em mais de 500 detentos e os prédios-sede de delegacias regionais também estão lotados, segundo o secretário Davino. Ele acredita que se não forem construídos novos presídios em Alagoas o sistema prisional não vai comportar a demanda; isto é, levando-se em consideração os flagrantes dos primeiros dias. O secretário de Defesa Social alertou que, conforme a nova lei, quem tiver registro de arma tem um prazo de três anos para renová-lo. O novo documento não será expedido mais pela Secretaria de Segurança e sim pela Polícia Federal, atendendo às exigências do Código de Desarmamento. Ele afirmou que todo cidadão tem o direito de ter uma arma em casa. Porte liberado A nova Lei proíbe o porte, salvo os integrantes das Forças Armadas, polícias Militar, Civil e Corpo de Bombeiros e guardas municipais de municípios com mais de 500 mil habitantes. Por isso, somente os guardas civis municipais de Maceió têm garantido este direito. Davino ressaltou, no entanto, que mesmo os policiais são obrigados a portar armas registradas no Ministério da Justiça (Sinarm). A determinação do secretário de Defesa Social é que o desarmamento no Estado seja rigoroso, pois ninguém está acima da Lei. ?Todos serão tratados conforme a Lei, indiferente de classe social?, garantiu ele, em entrevista à Rádio GAZETA. A maioria das prisões em flagrante aconteceu na periferia de Maceió, onde até uma mulher já foi autuada em flagrante e está presa na Delegacia do 10º Distrito.