Polícia
Assassinato alcan�a repercuss�o no exterior
A morte do eletricista José Joaquim de Araújo, que era artista plástico, alcançou repercussão internacional, despertando interesse de entidades de defesa dos Direitos Humanos. Joaquim foi assassinado com mais de 20 tiros de revólver e pistola. O homicídio aconteceu em sua residência, no bairro de Ponta Grossa, em junho de 1999. José Joaquim envolveu-se numa confusão de bar, que resultou no assassinato do policial civil José de Melo. Ele estava na barraca ?Só Caldinho?, na Levada, quando ocorreu um desentendimento e o policial sacou de um revólver, mas foi desarmado por um cliente e baleado na cabeça. O eletricista foi preso como acusado do crime, cerca de duas horas após o homicídio. Revoltado, um grupo de policiais espancou o suspeito, fato que começou a ser tratado como tortura, em razão de ter ocorrido dentro de uma delegacia. Joaquim foi recolhido ao presídio São Leonardo, onde permaneceu por quase uma semana, até a identificação do verdadeiro matador. Sete policiais foram processados pela tortura contra José Joaquim: Jairson dos Santos Albuquerque, Ivan Augusto de Lima, Jackson Suíca dos Santos, Temildo Duarte das Trevas, José Mário Ferreira Lessa, José Barros Mendonça Júnior e Givanildo Barros. Todos estão em liberdade, pois o processo (com sentença condenatória dos acusados) foi anulado pelo Tribunal de Justiça, que deve determinar a realização de novas investigações. Já as investigações do assassinato continuam na esfera policial, visto que as 70 armas apreendidas dos policiais suspeitos e encaminhadas ao Instituto Nacional de Criminalística, em Brasília, jamais foram submetidas à perícia. O exame de balística sempre foi considerado pelo delegado Arnaldo Soares de Carvalho, que presidiu a maior parte das investigações, como perícia esclarecedora para a identificação, indiciamento e prisão dos envolvidos no crime.