Polícia
Caso Joaquim: delegado cobra armas de policiais suspeitos
O delegado Cícero Rocha foi designado pelo secretário de Defesa Social, Robervaldo Davino, para indiciar em inquérito os policiais suspeitos de envolvimento no assassinato do eletricista José Joaquim de Araújo Filho, que se negaram, à época, a entregar suas armas para serem submetidas à exame de balística, alegando ter vendido ou extraviado. Joaquim foi executado após denunciar ter sido vítima de tortura dentro da Delegacia do 1º Distrito. O Ministério Público não aceita mais a justificativa dos policiais, afirmando que tais armas são suspeitas de crime, ?portanto objeto material do delito que ora se apura? na Justiça. O promotor Marcos Aurélio Gomes Mousinho mandou que, além do indiciamento dos policiais por prevaricação, o delegado responsável pelo inquérito ?apreenda imediatamente tais armas?. A orientação do promotor é de que os mesmos policiais sejam também submetidos a processo administrativo disciplinar, através da Corregedoria de Polícia Civil. Eles podem ser demitidos do serviço público. Na manhã de ontem, o delegado Cícero Rocha solicitou à Justiça a imediata devolução do inquérito para saber quem se negou a entregar seu revólver ou pistola à perícia, pois desconhece quantos policiais adotaram este tipo de atitude. Seu objetivo é encaminhar ofício ao diretor-geral da Polícia Civil, Roberto Lisboa, orientando datas para apresentação dos referidos servidores na Delegacia do 5º Distrito, onde serão interrogados sobre o fato. ?A partir daí, nós vamos partir para localizar e apreender as armas?, declarou o delegado, ressaltando que várias testemunhas devem ser arroladas; entre elas, o ex-secretário de Defesa Social, Mário Pedro, já ouvido na Justiça.