Polícia
Secret�rio contesta dados sobre crimes contra adolescentes
O secretário de Defesa Social de Alagoas, Robervaldo Davino, avaliou como ?equivocados? os dados divulgados pela Comissão de Defesa dos Direitos da Criança da OAB/AL, citando como fonte Organizações Não-Governamentais (ONGs), quanto ao número de meninos de rua assassinados no Estado. Ele garantiu que mais de 50% dos casos apresentados pela comissão não são de adolescentes assassinados por grupos de extermínio, com o envolvimento de policiais civis e militares. O secretário citou como exemplo a chacina do Conjunto Jardim das Acácias, no Farol, na qual os dois menores assassinados não eram de rua nem suspeitos de prática de assalto. ?Os assassinos estão presos e respondendo a processo?, destacou ele. Robervaldo Davino considerou também uma ?inverdade? a informação de que os inquéritos não foram instaurados e que o Estado está infestado de grupos de extermínio, conforme denúncia do advogado Gilberto Irineu, da Comissão de Defesa do Direito da Criança da OAB/AL. ?O governo de Alagoas já provou, em abril do ano passado, que o relatório sobre violência infanto-juvenil não era verdadeiro?, frisou ele. Segundo a Secretaria de Defesa Social, até caso de ?negligência médica? figurou na suposta lista de assassinatos. Dos 402 registros apresentados por Irineu, alusivos a 2002, constataram-se, na verdade, 84 referências a menores de 18 anos, segundo Davino. O secretário mandou apurar as denúncias feitas ontem pelo advogado Mirabel Alves, do Centro Zumbi dos Palmares, que trabalha com crianças e adolescentes. Ele declarou que peças de inquéritos de assassinatos de meninos de rua desaparecem e que falta interesse da polícia para apurar estes crimes. ?Não há veemência e dedicação?, revelou ele. ?A acusação de que peças são retiradas de inquéritos é grave. A Polícia Civil precisa adotar providências e punir os responsáveis por isto, caso seja comprovado?, concluiu Davino.