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Transfer�ncia de presos de�delegacia superlota pres�dio

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A transferência de presos da Delegacia de Roubos e Furtos tem colaborado para a superlotação da Penitenciária Ciridião Durval, no Tabuleiro do Martins, que recebe detentos de Justiça (sub judice), ainda não condenados. O presídio, que tem capacidade para 400 homens, conta atualmente com um excedente de 120, segundo a Secretaria de Ressocialização. Ano passado, só a DRF encaminhou 268 presos para o Ciridião Durval, que ocuparam mais da metade das vagas. Ontem, o delegado Milton Gomes transferiu outros 11, atendendo determinação da juíza de Direito, Maria das Graças Gurgel. ?Também estamos superlotados. Não há condições de manter os presos aqui na delegacia, que estava com 30 presos?, afirmou o delegado. Em sua maioria, foram encaminhados ao presídio, indiciados que já estavam com mais de uma semana recolhidos à carceragem da especializada. Por exemplo, Edvan Luiz da Silva, preso por roubo de motocicletas, Ítalo Silva Siqueira e Cláudio Robson Barbosa, que estão sendo processados por assalto à mão armada na periferia de Maceió, além de Paulo Sérgio da Silva, um sergipano, que estava em situação difícil, porque não tem parentes em Maceió e, assim sendo, não tinha quem trouxesse sua comida. Uma mulher também foi transferida da Roubos e Furtos. Elizângela Ferreira da Silva, acusada de furto qualificado, foi levada para o presídio Feminino de Santa Luzia. Na DRF não há recursos para alimentação e as famílias dos presos são responsáveis por suas refeições. Tendência é piorar O secretário de Ressocialização, Jurandi de Araújo Ferreira, já demonstrou sua preocupação quanto ao número de detentos naquele presídio, principalmente porque a tendência é a situação piorar, por causa da chegada de pessoas presas por porte ilegal de armas. Vinte foram presas, na primeira semana de vigência da nova Lei de Desarmamento. O problema é grave, visto que a polícia está prendendo mais pessoas do que o sistema prisional tem condições de absolver. Uma das soluções apresentadas pelo secretário Jurandi Ferreira é a instalação de minipresídios, que funcionariam nos prédios das onze delegacias regionais do Estado. ?Pelo menos, os presos do interior ficariam por lá?, afirmou um dos assessores do secretário. Um dos entraves também é a questão de como alimentar esses presos.

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