Polícia
Propinoduto: empres�rios saem de Macei� para Federal do Rio
Os empresários Reinaldo Menezes da Rocha Pitta e Alexandre da Silva Martins, donos dos passes de pelo menos cem jogadores, e condenados a 11 anos de reclusão no julgamento Propinoduto, foram transferidos ontem à tarde da carceragem da Superintendência da Polícia Federal, em Maceió, para o Rio de Janeiro. Eles estavam na capital alagoana há 19 dias. A transferência dos empresários obedeceu a uma determinação do juiz federal Alfredo Lisboa Vieira Lopes, da 3a Vara Criminal Federal. Acusados em crime de sonegação fiscal, Reinaldo Menezes e Alexandre Martins viajaram para o Rio de Janeiro em avião da Polícia Federal sob forte escolta. Naquele Estado, os influentes empresários de mais de cem jogadores de futebol e artistas serão levados direto para a sede da Polícia Federal, onde ficarão à disposição do superintendente Roberto Precioso, que solicitará do Ministério da Justiça informação sobre o presídio em que eles deverão ficar recolhidos. Durante o período em que estiveram presos em Maceió ? na mesma cela em que esteve hospedado o narcotraficante Fernandinho Beira-Mar - os empresários não criaram nenhum tipo de problema, segundo a Polícia Federal. Durante a manhã, recebeu a visita do advogado Nabor Bulhões. Logo depois foram informados de que seriam transferidos para o Rio de Janeiro. Propinoduto Reinaldo Pitta e Alexandro Martins foram acusados pelo Ministério Público Federal de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O MP afirma que a dupla é responsável pela remessa ilegal à Suíça, do dinheiro de auditores federais e fiscais envolvidos no escândalo do Propinoduto. Uma empresa de Pitta e Alexandre, a Gorin Promoções Ltda, tem conta no mesmo banco dos fiscais envolvidos. Além disso, cinco funcionários dos empresários confirmaram à Justiça que emprestavam suas contas pessoais para que eles movimentassem dinheiro da venda de jogadores. Pitta e Martins saíram do Rio de Janeiro com uma estratégia em que poucos sabiam o destino certo dos dois, passando por São Paulo e Salvador. Três agentes operacionais fizeram a escolta. O mesmo esquema pode ter sido mantido na transferência.