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Despacho revela que �libis foram desfeitos

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O despacho do juiz Sóstenes Alex Costa de Andrade, substituto da Comarca de Satuba, é conclusivo no que diz respeito à existência de indícios de autoria, fato que levou o magistrado ao recebimento da denúncia do Ministério Público. Segundo ele, ?diante do que se registrou (no processo), percebe-se que os três acusados de terem executado a vítima eram pessoas ligadas ao prefeito Adalberon, não conseguiram explicar e convencer a autoridade policial e a esse juízo onde estavam no dia do desaparecimento do professor Paulo Bandeira, levantando álibis que foram desfeitos, principalmente pelo depoimento do policial civil Eraldo Henrique, que no dia 2 de junho de 2003 passou todo o dia no posto de combustíveis e em nenhum momento presenciou as pessoas dos cabos Lima e Augusto no local?. Os militares afirmaram, em interrogatório, que na tarde do seqüestro, estavam no posto de combustíveis de propriedade de Abalberon, localizado às margens da Rodovia BR-316, em Satuba. ?Quanto à participação do também denunciado Marcelo José dos Santos, há indícios de que levam a um entendimento de participação no evento?, garante o juiz, ?conforme transcrição do depoimento prestado pela diretora da Escola, professora Nanci, onde afirma que tal acusado havia procurado a mesma, dias antes do crime, solicitando informações, por ordem do prefeito Adalberon, dos horários de trabalho da professora e indefesa vítima Paulo Bandeira?. Para o magistrado, está claro que o professor foi assassinado, porque ?de forma brilhante, correta e um dever cívico invejável, lutava pela garantia da boa gestão pública, da transparência com a coisa pública e em defesa unicamente dos seus direitos e de seus colegas professores?.

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