Polícia
Juiz manda transferir assessor�de Adalberon para pres�dio
O assessor do prefeito Adalberon de Morais, Marcelo José dos Santos, foi transferido, na manhã de ontem, do quartel do Tigre, o grupo de operações especiais da Polícia Civil, para o Presídio Ciridião Durval, onde ficam recolhidos presos sub judice (aguardando julgamento), por determinação do juiz de Direito, Sóstenes Alex Costa de Andrade, substituto da Comarca de Satuba. Ele está com prisão preventiva decretada pelo magistrado, acusado de envolvimento no seqüestro, assassinato e destruição do cadáver do professor Paulo Henrique da Costa Bandeira, crime ocorrido em junho do ano passado. O corpo de Paulo Bandeira foi encontrado totalmente carbonizado, dentro de seu veículo Gol, no Povoado Primavera, zona rural de Satuba. O prefeito Adalberon é apontado como mandante do crime. O professor teria sido assassinado, segundo as investigações da polícia, porque denunciou a má aplicação dos recursos do Fundo Nacional de Ensino Fundamental e Valorização do Magistério (Fundef), no município, pertencente à região metropolitana de Maceió. Para decretar a prisão e mandar recolher Marcelo ao presídio, o juiz Sóstenes Alex entendeu haver indícios e participação no crime, conforme depoimento da diretora da Escola Municipal Josefa Silva Costa, Nanci Lopes Pimentel. Ela declarou à polícia que quinze dias antes do assassinato do professor Paulo Bandeira, Marcelo que, segundo ela, era ?chefe de gabinete da Prefeitura e homem de confiança do prefeito Adalberon?, esteve na escola para pedir o novo horário do professor, que havia sido solicitado pelo prefeito. Pedido estranho Nanci Lopes Pimentel garantiu ter anotado num pedaço de papel que o professor Paulo Bandeira trabalhava na segunda-feira, das 13 às 20 horas, e na sexta-feira, das 19 às 22 horas, estranhando o pedido, pois o solicitado horário encontrava-se exposto no mural da escola, onde todos tinham acesso a essas informações. O professor foi seqüestrado numa segunda-feira, por volta das 15h30. A diretora Nanci Pimentel revelou também, em interrogatório, que um dia após o desaparecimento de Bandeira, encontrou Adalberon e Marcelo próximos à garagem da prefeitura. O prefeito teria dito à diretora não se preocupar, pois não tinha sido ela quem matou Bandeira. Adalberon teria mandado que ela esfriasse a cabeça e ainda perguntou o que ela tinha ido fazer na delegacia.