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Justi�a decidir� se major ser� expulso da PM

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RÓDIO NOGUEIRA O futuro do major-médico Eduardo José Botelho Trigueiros, 42, da Polícia Militar de Alagoas, que foi condenado esta semana a sete anos de prisão pela acusação de atentado violento ao pudor contra a enteada de 10 anos, está agora nas mãos dos desembargadores. A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça vai julgar o processo em data a ser agendada. Se acatar a decisão do juiz Hélder Costa Loureiro, que, além de sentenciar o oficial, decretou sua expulsão, o militar será posto para fora da Polícia Militar. Essa pelo menos é a posição do tenente Assis Nobre, da assessoria de comunicação da PM, conforme consulta feita à Corregedoria de Polícia Militar. O advogado José Fragoso, que defende o oficial médico, disse que, na próxima segunda-feira, vai apelar da decisão junto ao Tribunal de Justiça e que, enquanto houver recursos pendentes, o major Eduardo José poderá exercer sua profissão na Polícia Militar de Alagoas, onde está há 11 anos. ?Eduardo foi submetido a Inquérito Policial Militar (IPM) e sindicância. Durante 30 dias, o oficial sindicante trabalhou no caso, mas não foi provado nada que pudesse desabonar sua conduta moral. É por esta razão que estou apelando da decisão?, enfatiza o advogado. O tenente Assis Nobre confirma que foi aberta uma sindicância para apurar a denúncia contra o oficial. Contudo, afirma não conhecer o resultado. Assis relata que, por ser amparado pelo Estatuto da Polícia Militar, o major é mantido na caserna e desenvolve suas atividades normalmente. Já o advogado Fabio Ferrario, assistente de acusação, diz que existem provas suficientes embasando a sentença do juiz Hélder Loureiro. ?A precisão técnica da sentença é digna de aplauso?, diz Ferrario. O militar foi denunciado às polícias Militar e Civil em fevereiro de 1999, pela mãe da criança, com quem conviveu cinco anos. No despacho, o juiz explica que a garota, de forma tranqüila, demonstrando grande segurança, fez um relato seguro dos fatos que levaram à denúncia do major.

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