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Acusados negam participa��o�na morte de Paulo Bandeira

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O juiz Sóstenes Alex Costa de Andrade, substituto da Comarca de Satuba, interrogou, ontem, por cerca de cinco horas, os três acusados da autoria material do seqüestro, assassinato e destruição de cadáver do professor Paulo Henrique da Costa Bandeira, crime ocorrido em Junho do ano passado, naquele município da região metropolitana de Maceió. O assessor da prefeitura, Marcelo José dos Santos, e os cabos da PM Geraldo Augusto Santos da Silva e Ananias Oliveira Lima voltaram a negar qualquer participação no crime de homicídio triplamente qualificado (hediondo), repetindo os mesmos alibis que haviam apresentado em depoimento à polícia. Marcelo declarou ao juiz Sóstenes Andrade ter passado todo o dia 2 de junho de 2003, data do seqüestro do professor, acompanhando a construção de um muro, localizado próximo a prefeitura, obra que o prefeito Adalberon Morais tinha urgência em concluir. Adalberon é acusado de ser o mandante do crime. Ele estava irritado com as denúncias de má aplicação do Fundef no município, feitas pelo professor Paulo Bandeira. Os militares Geraldo Augusto Santos da Silva e Ananias Oliveira Lima declararam que permaneceram no escritório do posto São Paulo, de propriedade do prefeito, localizado às margens da rodovia BR-316, em Satuba, no horário da tarde, fazendo segurança do local e de um filho de Adalberon. Garantiram que, em nenhum momento, deixaram o posto de combustíveis. O magistrado afirmou que a instrução criminal está apenas começando e que as 44 testemunhas que prestaram depoimento à polícia serão convocadas a depor no processo.

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