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Pol�cia conclui que pedreiro�morreu para impedir estupro

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O delegado de Roubos e Furtos, Milton Gomes, descartou, ontem, que o pedreiro Edval Jarbas Freitas Rodrigues, 49, tenha sido vítima de latrocínio (assalto seguido de homicídio). Pelas investigações, ele foi executado a tiros porque tentou impedir que a vizinha Marilene Leite da Silva, 35, que vinha de carona em sua bicicleta, fosse estuprada. O crime aconteceu na noite do dia 2 de janeiro, por trás do Posto Jacutinga, na Serraria, local desabitado, por onde pessoas que residem no Loteamento Monte Verde são obrigadas a passar. ?Se tivesse ocorrido seria o quinto estupro na mesma estrada, em menos de dois meses?, revelou o delegado. A conclusão da polícia de que seria um estupro e não um assalto é baseada nas declarações da dona de casa M. F. B. S., que teme represálias e já se mudou do loteamento, mas não se furtou em procurar a polícia. Ela revelou na DRF que passava pela estrada, acompanhada de um compadre, quando foi atacada por um homem branco, bem alto e forte, características semelhantes ao assassino do pedreiro. Afirmou ter sido estuprada, enquanto o rapaz, que não reagiu, tinha uma arma apontada para sua cabeça. Assim que o estuprador fugiu M.F.B.S. procurou a ajuda da PM. Segundo ela, acompanhou os militares nas buscas e localizou um suspeito, bebendo no bar do Posto Jacutinga, próximo ao local do estupro. Ela pediu que os policiais revistassem o suspeito. Chegou a insistir, pois tinha quase certeza de que se tratava do autor da violência. A guarnição da PM alegou não ser possível revistá-lo, pois se tratava de um militar. A partir de agora, o inquérito será presidido pelo delegado (substituto) do 8º Distrito, Geraldo Carvalho.

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