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Polícia

Irm� de v�tima cobra rigor na apura��o e puni��o dos culpados

MAIKEL MARQUES Sucursal Arapiraca – A dona de casa Nilda Cerqueira cobrou do governo do Estado a continuidade das investigações para apontar os autores materiais e intelectuais do assassinato de seu irmão, o vendedor de jóias José Cerqueira, e de seu mot

Por | Edição do dia 22/01/2004 - Matéria atualizada em 22/01/2004 às 00h00

MAIKEL MARQUES Sucursal Arapiraca – A dona de casa Nilda Cerqueira cobrou do governo do Estado a continuidade das investigações para apontar os autores materiais e intelectuais do assassinato de seu irmão, o vendedor de jóias José Cerqueira, e de seu motorista, Magelo da Silva, cujas ossadas, depois de identificadas por exames de DNA, foram veladas e enterradas, ontem, em Arapiraca. “Que o governo do Estado não deixe o caso cair no esquecimento. Que se faça justiça e que os responsáveis pelo crime sejam presos e mofem na cadeia”, afirmou Nilda Cerqueira. Enviados pelo Instituto Médico Legal (IML) de Maceió e lacrados num caixão simples, os restos mortais de José Cerqueira chegaram ontem de madrugada à residência de sua família, no bairro do Baixão, em Arapiraca. Sob efeito de sedativos, a mãe do vendedor, Ana Maria de Cerqueira, 60 anos, recebia as condolências das centenas de parentes e amigos que foram ao velório. “Quero justiça. Eles acabaram com a alegria de nossa família”, dizia dona Ana Maria. Bastante emocionada durante o velório, a irmã do comerciante, Nilda Cerqueira, também cobrou uma rigorosa apuração do caso, pedindo que o assassinato não termine engrossando a lista dos crimes impunes em Alagoas. “A polícia e a Justiça precisam dar uma resposta à sociedade. Queremos saber quem são os responsáveis pela morte de meu irmão e do motorista. Tiraram a vida de dois seres humanos que não tinham inimigos e os culpados precisam pagar pelo que fizeram”, protestou. No ramo de venda de jóias há mais de 20 anos, José Cerqueira tinha grande clientela em Arapiraca e em outros municípios. Quando deixou sua residência rumo ao povoado de Lagoa do Pau, em Coruripe, Cerqueira carregava dois pacotes contendo jóias avaliadas em R$ 60 mil, segundo informou sua irmã. Levava também notas promissórias de clientes que, depois de seu desaparecimento, não procuraram a sua família para pagar os débitos. “Digo apenas que muitos desses devedores são de Coruripe. Somente um deles apareceu e pagou uma dívida de pouco mais de 200 reais”, afirmou. O corpo de José Cerqueira foi sepultado, ontem à tarde, no cemitério Pio XII, no bairro Baixa Grande, periferia de Arapiraca. Entenda o caso O comerciante José Cerqueira e seu motorista, Magelo da Silva, deixaram Arapiraca no dia 16 de agosto de 2003. Eles viajavam num veículo Fiat Palio, modelo 2002, rumo ao povoado de Pontal do Coruripe, município de Coruripe. Hospedaram-se numa pousada, de onde saíam para cumprir o objetivo da viagem: cobrar dívidas de clientes que têm casa de veraneio no lugarejo. José Cerqueira fez o último contato com a família numa segunda-feira, 18 de agosto, e marcou para o dia seguinte almoço com sua mãe. Avisou que estava saindo da pousada, junto com o motorista Magelo, e que dormiria na casa de um amigo. Ele foi visto pela última vez na manhã do dia 19 de agosto, quando deveria retornar a Arapiraca. O Fiat Palio em que os dois viajavam até agora não foi encontrado. As jóias, o dinheiro e as promissórias que Cerqueira levava, bem como seus documentos pessoais e os do motorista, também desapareceram. Os restos mortais dos dois foram encontrados no dia 21 de novembro de 2003 – três meses após o desaparecimento – enterrados numa cova rasa em um canavial pertencente à Usina Guaxuma, em Coruripe.

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