Polícia
Grupo de delegados apura morte de vendedor de j�ias
O diretor-adjunto da Polícia Civil, delegado Mário Jorge Marinho, declarou, ontem, que um grupo de delegados deve assumir a investigação do seqüestro e assassinato do vendedor de jóias José Cerqueira, 38, e de seu motorista, Magelo da Silva, 20, ocorrido em agosto do ano passado, em Coruripe. O objetivo de designar dois ou três delegados para realizar a apuração do duplo homicídio é agilizar e despersonalizar o inquérito policial, a exemplo do que foi feito, no ano passado, nos episódios da morte do professor Paulo Bandeira, que levou à prisão o prefeito de Satuba, Adalberon Morais; e da morte do motorista Cícero do ?Guincho?, assassinado por policiais, em Arapiraca. O delegado Mário Jorge revelou, também, que as investigações devem ser desenvolvidas no Departamento de Polícia do Interior (Depin), em Maceió, ressaltando que acompanhará as diligências, na condição de integrante da cúpula da instituição. O diretor garantiu que, ?por enquanto?, ainda não foi solicitada à Justiça nenhuma prisão preventiva. Suspeitos Dois policiais ? um militar e um civil, cujos nomes a polícia insiste em manter sob sigilo ? são apontados como suspeitos do seqüestro e assassinato do vendedor de jóias e do motorista, desde a primeira fase das investigações. Eles seriam seguranças do deputado estadual João Beltrão (PMDB). Cerqueira e Magelo (foto) desapareceram, após terem viajado para Coruripe com a finalidade de cobrar dívidas a clientes, entre eles, Beltrão. Duas ossadas encontradas em novembro, em Coruripe, foram identificadas, esta semana, através de exames de DNA, como sendo do vendedor de jóias e do motorista.