Polícia
Seis guardas ficam ref�ns em rebeli�o no Baldomero
Ontem, pela manhã, seis guardas ficaram reféns dos detentos dos Módulos 1 e 2 do Presídio Baldomero Cavalcanti, em mais uma rebelião no sistema penitenciário alagoano ? a segunda em menos de um mês. Eles foram amarrados a colchões e grades, espancados e ameaçados de serem carbonizados vivos, caso não houvesse negociação com a Secretaria de Justiça. Os presos reclamaram de torturas, castigos, falta de alimentação e exigiram a demissão de todos os diretores, inclusive do capitão Alexandre Paranhos, diretor do Baldomero. Mesmo depois da chegada de 70 homens do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (Bope), o clima de tensão no Baldomero durou cerca de cinco horas. Segundo o major Do Vale, o Bope ocupou o presídio, sufocou um princípio de motim também nos Módulos 3 e 4 e participou das negociações preliminares que resultaram na liberação dos guardas Williams dos Santos e Carlos Alberto, que foram levados para a Unidade de Emergência, com ferimentos leves, mas em estado de choque, devido às graves ameaças. A negociação para liberar os outros quatro guardas de presídio foram comandadas pelo major Robson, dos Direitos Humanos da PM, e pelo advogado Everaldo Patriota, do Conselho Estadual de Direitos Humanos, além da sub-secretária de Justiça, Magali Pimentel. Eles precisaram de quase duas horas para convencer os 68 presos do Módulo 1, liderados pelo detento Cícero Cirilo da Silva, o ?Bad Boy?, a liberar os agentes Adonias Sales da Silva, José Hernane dos Santos, Williams dos Santos e Daniel Wagner do Nascimento. Todos apresentavam sinais de espancamento e foram atendidos na Unidade de Emergência.