Polícia
MP teme aumento do mercado negro de armas
RÓDIO NOGUEIRA O promotor de Justiça e coordenador nacional de Combate ao Crime Organizado em Alagoas, Luiz Vasconcelos, teme que os rigores do Estatuto do Desarmamento, em vigor desde o início do ano, fatalmente despertem o ?mercado negro de arma de fogo? no Estado. Vasconcelos explica que tudo que vem para ajudar o combate à insegurança é fundamental. E, como toda lei, deveria ser regulamentada o mais rápido possível, e dar estrutura para que os agentes públicos consigam torná-la eficaz. Referindo-se à questão da venda de arma clandestina, Luiz Vasconcelos alerta que as polícias devem ficar integradas e seus serviços de inteligência operando 24 horas para barrar a ação de vendedores que devem ser identificados, presos e processados. ?É necessário manter os policiais nas ruas realizando operações permanentes de combate ao porte ilegal de arma. A lei diz que se a polícia encontrar alguém na rua armada e não se identificar como autoridade deve ser presa sem direito à fiança?, ressalta o promotor de Justiça. Vasconcelos frisa não ter conhecimento se existe uma legislação específica no sentido de que parlamentares possam usar armas. Diz que o porte está restrito a juízes, promotores, desembargadores, procuradores, policiais e Forças Armadas. No entanto, a Secretaria de Defesa Social pode autorizar o uso de arma para pessoa que não esteja respondendo a processo, mesmo assim, ela tem que ser mantida em sua residência. Mas, para receber a autorização de compra de arma, o interessado tem que convencer a polícia que realmente precisa. ?A polícia recebe a solicitação e, obviamente, faz sua investigação. Se o cidadão se encaixa no perfil, será permitido que ele tenha sua arma guardada em lugar seguro em seu imóvel. Mas é bom lembrar que ele tem o registro e não porte de arma?, enfatiza. O delegado Egivaldo Lopes, de Messias, do Departamento de Estatística da Polícia Civil, confirma a existência de muitos pedidos de compra de armas que estão sendo analisados. Completando, Luiz Vasconcelos diz que em Alagoas não existe tráfico de armas. Mas, elementos que se arriscam vendendo uma ou outra arma. ?A restrição do porte de arma efetivamente vai levar muita gente a adquirir no mercado clandestino seu revólver ou sua pistola. Então, é papel dos órgãos de segurança pública investigar, descobrir e prender os negociadores?, finaliza Luiz Vasconcelos.