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Impasse entre pol�cia e Justi�a p�ra investiga��o em Coruripe

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Uma semana depois de entregar o pedido de prisão do policial e vereador de Coruripe Jesse James Viana Neto, o ?Neno?, a polícia ainda espera pela decisão da Justiça. O policial ? e assessor do deputado João Beltrão ? é um dos suspeitos no assassinato do comerciante de jóias José Cerqueira e do motorista Magelo da Silva, em agosto de 2003, em Coruripe. O impasse acontece porque o juiz substituto de Coruripe, Luciano Américo Galvão Filho, a quem foi entregue o pedido de prisão pelo delegado Marcílio Barenco, já não está na Comarca de Coruripe, onde trabalhou até a última segunda-feira. Galvão recebeu o documento, em mãos, na última sexta-feira, dia 30, e teria 24 horas para decidir, mas não o fez. Na terça-feira, dia 3, o juiz titular Carlos Henrique Pita Duarte reassumiu o cargo e declarou à imprensa que ?desconhece a existência? do pedido de prisão do segurança de João Beltrão. A polícia já tem pronto mais um pedido de prisão temporária contra outro suspeito do duplo homicídio. É um suposto segurança do deputado Beltrão, identificado como um soldado conhecido na região como ?Droco?. Ontem pela manhã, o deputado João Beltrão voltou ? pela segunda vez, esta semana ? à Secretaria de Defesa Social. Ele acompanhou uma reunião de lideranças políticas de Piaçabuçu com o delegado de Penedo, Rubem Natário, visando, segundo a versão do delegado, ?contornar desavenças e evitar desdobramentos futuros? na cidade. Por não ter obtido a decretação da prisão de ?Neno?, a polícia adiou a intimação ao deputado ? que afirmou, ontem, desconhecer o interesse da polícia em ouví-lo, negou a existência de uma investigação contra seu segurança ?Neno? e disse que não tem nenhum segurança com o nome ?Droco?.

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