Polícia
Pol�cia cobra da Justi�a pris�o de suspeito no caso Coruripe
O delegado Marcílio Barenco, que preside o inquérito sobre o assassinato do comerciante de jóias José Cerqueira e de seu motorista, Magelo da Silva ? ocorrido em agosto do ano passado, em Coruripe ?, reclamou, ontem, da demora da Justiça em decretar a prisão de um dos suspeitos do duplo crime. ?Já estou aguardando um posicionamento há oito dias?, afirmou ele. ?O Judiciário precisa dar uma resposta?. Ontem, Barenco se reuniu com o diretor-adjunto da Polícia Civil, Mário Jorge Marinho, que participa diretamente das investigações, na sede da Secretaria de Defesa Social, no Farol. Eles discutiram os próximos passos das diligências policiais, que precisam prosseguir, apesar do retardo da decretação da prisão temporária do principal suspeito, o policial civil e vereador de Coruripe, Jesse James Viana Neto, o ?Neno?. O delegado Marcílio Barenco revelou que já tem pronto um segundo pedido de prisão temporária, que deve atingir o policial militar Nailton Ferreira da Silva. Os dois policiais suspeitos, segundo a polícia, trabalham na segurança pessoal do deputado estadual João Beltrão, que é citado no inquérito. No inquérito, a testemunha Ana Maria de Cerqueira, mãe de José Cerqueira, declara que o comerciante tinha ido a Coruripe vender jóias ao parlamentar quando desapareceu de forma misteriosa. As ossadas de Cerqueira e Magelo foram localizados três meses depois, num canavial em Coruripe. A identificação foi feita com exames de DNA na Ufal, em janeiro. Intimação O presidente do inquérito garantiu que, assim que estiver com os dois suspeitos presos, o deputado João Beltrão será intimado a depor. Por se tratar de um político com mandato, ele tem direito a marcar dia, hora e local para prestar suas declarações à polícia. O pedido de prisão temporária (30 dias, por crime hediondo) dos dois policiais foi entregue, em mãos, na sexta-feira da semana passada, ao juiz substituto da Comarca de Coruripe, Luciano Américo Galvão, que não deu despacho. O juiz titular, Carlos Henrique Pita Duarte, reassumiu o cargo na última terça-feira, afirmando à imprensa que ?desconhece a existência? do pedido de prisão. A GAZETA tentou localizar o juiz Pita Duarte, ontem, para ele se posicionar sobre o assunto, mas não foi encontrado no Fórum nem através do telefone celular.