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Valor da “encomenda” pode chegar a R$ 150 mil

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Nas investigações de casos rumorosos recentes em Alagoas, a polícia teve a preocupação de descobrir os valores da ?encomenda?, dinheiro que passa pelas mãos dos intermediários para os executores, conforme revelam as testemunhas aos delegados que presidem os inquéritos. No processo da morte do tributarista Sílvio Vianna, uma delas revelou aos delegados da Força-Tarefa (Polícia Federal, Civil e Militar) ter conhecimento de que a ?paga? foi de R$ 150 mil, divididos entre intermediários e pistoleiros. Consórcio No episódio do assassinato do ex-prefeito José Dantas, o ?Zé Miguel?, ocorrido em Jaramataia, o delegado descobriu, também por declarações de testemunha, que ocorreu um consórcio. As pessoas interessadas na morte do político de Batalha arrecadaram R$ 100 mil, em espécie, e até em gado, repassados aos matadores poucos dias após a emboscada. Também teria atingido a cifra dos R$ 100 mil, o atentado e morte da deputada federal Ceci Cunha. No entanto, o valor da ?encomenda? não ficou bem claro nas declarações das testemunhas, principalmente do pistoleiro Maurício Novaes, o ?Chapéu de Couro?, que incrimina o ex-deputado Talvane Albuquerque. Preços mais modestos, entre R$ 10 mil e R$ 15 mil, foram cobrados pelos pistoleiros que mataram o ex-prefeito de São Luiz do Quitunde, Osório Nascimento, crime ocorrido no município de Paripueira, e o bancário Dimas Holanda, executado a tiros, em Maceió. Os processos chegam à Justiça, dos mais distantes pontos do Estado, recheados de informações sobre estes valores.

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