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TJ rejeita recurso dos advogados de Talvane

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O Pleno do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL) manteve, no início da noite de ontem, por unanimidade, a decisão do presidente da Corte, desembargador Geraldo Tenório, que rejeitou a argüição de suspeição contra sete desem-bargadores do TJ, levantada pelos advogados do ex-depu-tado Talvane Albuquerque, acusado de autoria intelectual do assassinato da deputada Ceci Cunha. O caso, que ficou conhecido como a ?Chacina da Gruta?, ocorreu no dia 18 de dezembro de 1998. A deputada federal Ceci Cunha (PSDB) acabara de ser diplomada no Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) e estava na varanda da casa de sua irmã, na Gruta. Pistoleiros invadiram a casa e executaram a tiros de espingarda e com requintes de crueldade a deputada, seu marido, a mãe dele e um filho. O caso teve repercussão nacional. Oito pessoas foram indiciadas e presas como responsáveis pela chacina, inclusive o próprio Talvane Albuquerque, que era primeiro suplente da coligação de Ceci. Suspeição Talvane teve o mandato cassado, foi preso e libertado várias vezes e atualmente está solto. Nenhum dos acusados do crime está preso, exceto Maurício Gomes Novaes, o Chapéu de Couro, também apontado como participante da chacina, mas que foi preso em Aracaju (SE) por outros crimes. Para tentar se livrar do julgamento pelo Tribunal de Justiça de Alagoas, Talvane entrou com agravo regimental de exceção de suspeição. Os que foram tidos por ele como suspeitos são os desembargadores José Fernando Lima Souza, José Fernandes de Holanda Ferreira, Orlando Manso, Washington Luiz, Geraldo Tenório, Jairon Maia Fernandes e Adalberto Correia. Sobre esses dois últimos, não incide mais a suspeição, já que ambos se aposentaram. O presidente do TJ, desembargador Geraldo Tenório, através de despacho monocrático, decidiu não acolher a suspeição. Os advogados de Talvane, inconformados, entraram com o agravo regimental, que foi ontem rejeitado.

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