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Juiz pode decretar hoje pris�o de seguran�a de deputado

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O diretor-adjunto da Polícia Civil, Mário Jorge Marinho, confirmou que um novo pedido de prisão contra o vereador de Coruripe e policial Jesse James Viana Neto, o ?Neno?, segurança do deputado João Beltrão (PMDB), foi encaminhada à Justiça, ontem, pelo delegado Marcílio Barenco. Marinho declarou esperar que o pedido de prisão temporária por 30 dias seja agora decretado pelo juiz titular de Coruripe, Carlos Henrique Pita Duarte. O magistrado terá agora que se pronunciar a respeito da solicitação do presidente do inquérito, que tem o segurança de Beltrão como principal suspeito de envolvimento no seqüestro, assassinato e ocultação dos cadáveres do vendedor de jóias José Cerqueira e de seu motorista Magelo da Silva, crime ocorrido em agosto do ano passado, em Coruripe. As vítimas, à época dadas como desaparecidas, foram encontradas em adiantado estado de decomposição (esqueletos), em novembro, num canavial em Coruripe. A identificação foi feita em janeiro, através de exame de DNA, realizado pela Ufal. ?Desde a identificação, passamos a investigar o duplo crime, através de inquérito?, destacou o diretor-adjunto da Polícia Civil. O novo pedido de prisão temporária de ?Neno? seguiu orientação do Tribunal de Justiça do Estado, visto que o juiz Luciano Américo Galvão, segundo apurou a GAZETA, não quis receber o pedido do delegado porque estava nos últimos dias de sua interinidade em Coruripe. Agora o pedido de prisão será entregue ao juiz Pita Duarte, que estava em férias quando a medida foi solicitada. O juiz disse à GAZETA que, até ontem, não havia nehuma pedido formal de prisão. Indícios O delegado Mário Jorge Marinho, que participa das investigações da morte de José Cerqueira e seu motorista, Magelo da Silva, garantiu que, através de depoimentos de testemunhas, a polícia alcançou os indícios suficientes de autoria, o que levou a autoridade policial a pedir a decretação da prisão temporária do suspeito. A respeito de um possível pedido de prisão contra o soldado PM Nailton Ferreira da Silva, Mário Jorge revelou que há informes de sua participação e que a polícia está estudando a hipótese de adotar tal medida no decorrer das investigações do duplo homicídio.

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