Polícia
Policiais civis cobram do governo reajuste de 34%
Para cobrar reajuste salarial e melhores condições de trabalho, o Sindicato dos Policiais Civis (Sindipol) realizou, ontem de manhã, mais um ato público. O local escolhido para o protesto foi a sede da Secretaria Executiva de Administração, na Rua Barão de Penedo. Com faixas e distribuição de panfletos à população, os dirigentes do Sindipol cobravam uma reposição salarial de 34% e de mais 33% em virtude do aumento da carga horária. O diretor do Sindipol, José Carlos Fernandes, afirmou que, assim como o governador Ronaldo Lessa, o secretário executivo de Administração, Valter Oliveira, tem se recusado a sentar com os policiais civis para discutir as reivindicações salariais. Ele reclamou que o último reajuste concedido pelo governo à categoria foi em junho de 2003, referente à data-base de 2002. ?Nossa data-base é em agosto e, no ano passado, não tivemos reajuste?. O diretor jurídico do Sindipol, Stélio Júnior, acrescentou que os problemas dos policiais civis vão mais além do que a simples questão salarial. ?Falta treinamento aos policiais, armamentos, os equipamentos de comunicação estão quebrados e as condições de funcionamento das delegacias são as mais precárias possíveis?, denuncia. Ele observou que, enquanto nos estados de Sergipe, Pernambuco e Bahia, os novos policiais recebem uma pistola para ficar sob a sua tutela, em Alagoas acontece o inverso: são os policiais que têm que bancar do próprio bolso a compra de sua arma. No último concurso público realizado pelo Estado, foram convocados 1.200 policiais civis. Hoje, são dois mil policiais civis na ativa. O Sindipol também reivindica a exigência de nível superior para o ingresso na Polícia Civil. O secretário executivo de Administração, Valter Oliveira, viu com estranheza a manifestação promovida pelo Sindipol em frente à sede da Secretaria. Segundo ele, há duas semanas em contato com o diretor do sindicato, José Carlos Fernandes, ele informou que estava aguardando um posicionamento do governador sobre as reivindicações da categoria. ?Classifico essa manifestação como de ordem política, porque nunca me recusei a receber nenhum dirigente do Sindipol?, garantiu o secretário.