Polícia
Pol�cia diz que assaltantes vieram de outros estados
A segurança das agências bancárias é feita em dois processos distintos. O primeiro, de responsabilidade das próprias agências, são os equipamentos eletrônicos, como câmeras, filmadoras e cofre com abertura programada, e a vigilância armada. O segundo processo é a segurança policial, com rondas nas áreas onde estão instaladas as agências. Para o coronel Coutinho, como os dois processos estão funcionando com eficiência, os criminosos adotaram novos métodos de ação que eram incomuns à realidade de Alagoas. A polícia já sabe que são quadrilhas de outros estados que estão agindo por aqui. Diante do segundo caso de assalto em que o gerente é obrigado a abrir a agência para os criminosos, o comandante de policiamento de capital reconhece que é preciso rever também os métodos da polícia. Ele e o diretor metropolitano da Polícia Civil se reúnem, hoje, para as discussões iniciais acerca dessa nova realidade. Os dois consideram essencial uma reunião com o Sindicato dos Bancos, cuja sede fica em Recife (PE), e com todos os gerentes para uma avaliação do que pode ser feito diante do avanço da ação criminosa. Agora, além do risco para quem está nas agências no momento do crime, familiares de funcionários dos bancos também estão sujeitos à violência. ?Vamos convidar também representantes do setor hoteleiro?, revela o coronel Jorge Coutinho, explicando que esse segmento pode ajudar a identificar pessoas com atitudes suspeitas, já que quadrilhas de fora costumam hospedar-se em hotéis e pousadas. Dirigentes do Batalhão de Operações Especiais (Bope), da Polícia Militar, e do Tático Integrado (Tigre), da Polícia Civil, participarão das reuniões. (B.L.)